É nesse espelho marítimo que a cantora e compositora baiana – nascida em Salvador (BA), criada no bairro soteropolitano da Liberdade e atualmente residente na cidade de São Paulo (SP) – se vê ao longo de “Travessia”, reforçando os laços ancestrais da Bahia com os países africanos que também falam a língua portuguesa, precisamente Cabo Verde e Guiné Bissau.
O sucessor de “Retinta” (2022) e “Ori” (2024) foi desmembrado em dois volumes. O primeiro desembarca nos aplicativos de áudio na próxima sexta-feira, 25 de setembro, com sete faixas gravadas com produção musical de Ndu Carlos e coprodução de Otis Selimane e da própria Nara Couto em três faixas.
O segundo volume do álbum “Travessia” está previsto para 2027.
No álbum “Travessia vol. 1”, além do bissau-guineense Mû Mbana, Nara Couto faz feats com dois artistas de Cabo Verde. Kady participa de “Herança sagrada”, composição assinada por Nara Couto em parceria com François Muleka.
Já Zidi Andrade é autor e convidado da música “Djunto”. Da Bahia, Nara faz feat com o conterrâneo Tiganá Santana na música “Promessa”, parceria da artista com Sued Nunes.
As músicas “Mindjer doce mel” (Admir Lopes e Mimito), “Preta portê” (Rafael Mike e Lucas Ramaciotti) e “Si ma bô” (Ricardo Alves, Ricardo Quintas e Nara Couto) completam o repertório de “Travessia vol.
1” na rota seguida por Nara Couto na ponte que liga a Bahia à África lusófona, com escala em Portugal, país dos parceiros da artista na composição “Si ma bô”.
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