Ceilândia se tornou cenário de Manual do Herói, longa que transforma as ruas da cidade do Distrito Federal no palco de uma aventura marcada por ação, humor e fantasia.
Dirigido por Fáuston da Silva, o filme rendeu ao protagonista, Eduardo Ydiriuá, o prêmio de Melhor Ator no 57º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 2024.
O longa acompanha Agnus, um jovem que, durante um assalto, encontra um livro misterioso. Ao mergulhar nas páginas, ele descobre um mundo em ruínas, no qual um pacto entre vilões e omissos ameaça consumir o que ainda resta de virtude.
Entre desafios sobrenaturais, descobertas pessoais e grandes confrontos, o jovem precisa decidir se está disposto a assumir um papel capaz de transformar não apenas o próprio destino, mas também o de todos ao redor.
Mais do que uma homenagem ao gênero dos super-heróis, Manual do Herói reinventa códigos a partir de uma perspectiva brasileira. A narrativa incorpora referências à cultura urbana, às periferias do Distrito Federal e à ancestralidade indígena para criar um universo singular dentro do audiovisual nacional.
3 imagensFechar modal. 1 de 3Cartaz do filme Manual do HeróiDivulgação2 de 3Manual do Herói foi gravado em Ceilândia (DF)Divulgação/Tiago Esmeraldo3 de 3Bastidores de gravação do filme Manual do HeróiDivulgação/Amanda EllenEm entrevista ao Metrópoles, Eduardo Ydiriuá, intérprete de Agnus, celebrou o resultado do projeto e a experiência de filmar em Ceilândia.
Para o ator, transformar em cenário de uma aventura de super-herói os espaços que fazem parte do cotidiano dos moradores tornou a experiência ainda mais especial.“Gravar um filme de super-herói em Ceilândia foi muito gratificante, porque é uma cidade pela qual passamos todos os dias.
Foi incrível e satisfatório. Foi muito boa essa experiência”, disse. Ceilândia como cenárioAo explicar a escolha de Ceilândia como locação, o diretor Fáuston da Silva destacou a arquitetura da cidade e a potência cinematográfica.
A Última Casa: 5 filmes gringos com brasileiros para ver no streaming A escolha também tem um significado pessoal para o diretor, que cresceu na cidade e levou parte das próprias experiências para a narrativa.
Fazia percursos de quase duas horas de ônibus para chegar à universidade, e esse cotidiano entrou naturalmente no filme.”Apesar do projeto ambicioso, Fáuston contou que a realização do longa enfrentou uma série de obstáculos.
O filme passou por diferentes tentativas de financiamento até finalmente conseguir viabilizar a produção. “O prestígio de Meu Amigo Nietzsche, um dos filmes mais premiados do cinema brasileiro, ajudou muito a dar um selo de qualidade à nossa equipe e a legitimar o projeto.
No fim, conseguimos financiamento pelo FAC, pelo Fundo Setorial do Audiovisual e pela Lei Paulo Gustavo”, explicou. A produção também precisou lidar com os impactos da pandemia e com a complexidade de cenas que exigiam estruturas e efeitos especiais.
Segundo o diretor, o longa contou com filmagens subaquáticas no Lago Paranoá e em piscinas, cenas no alto de prédios em Águas Claras, além de sequências envolvendo incêndio, um carro atravessando uma parede e até a explosão prática de um galpão em Sobradinho.
Manual do Herói enfrentou os desafios de gravar durante a pandemia de Covid-19ReconhecimentoElaine Amaro, intérprete de Hakaní, acredita que Manual do Herói tem potencial para criar uma forte identificação com o público, especialmente entre as mulheres.
Para a atriz, a personagem se distancia da imagem da heroína idealizada ao apresentar também as fragilidades, contradições e aprendizados.“Ela tem coragem de defender e lutar pelo que acredita.
É forte, determinada e persistente, mesmo quando isso significa enfrentar situações difíceis. Mas ela também é muito humana: é orgulhosa, impaciente, teimosa, erra e está aprendendo durante o processo.
Acho que isso aproxima muito a personagem do público, porque ela não representa aquela imagem distante de uma heroína perfeita”, afirmou. Ao Metrópoles, Elaine também destacou a relação entre a personalidade de Hakaní e a própria identidade de Ceilândia, cidade que serve de cenário para o longa.
Para ela, a força e a capacidade de resistência dos moradores dialogam diretamente com os personagens da história.“Acho que Ceilândia, por ser uma cidade tão cheia de gente batalhadora e guerreira, vai reconhecer muito essa mistura de alegria e força.
Acho que esses personagens mostram justamente isso: mesmo diante de um mundo cheio de batalhas, a gente ainda precisa acreditar e sorrir. Manual do Herói tem força, alegria e coragem!”, finalizou.
Manual do Herói foi gravado em Ceilândia (DF).
Bastidores de gravação do filme Manual do Herói.
Em entrevista ao Metrópoles, Eduardo Ydiriuá, intérprete de Agnus, celebrou o resultado do projeto e a experiência de filmar em Ceilândia. Para o ator, transformar em cenário de uma aventura de super-herói os espaços que fazem parte do cotidiano dos moradores tornou a experiência ainda mais especial.
Entretenimento “Gravar um filme de super-herói em Ceilândia foi muito gratificante, porque é uma cidade pela qual passamos todos os dias. Foi incrível e satisfatório.
Ao explicar a escolha de Ceilândia como locação, o diretor Fáuston da Silva destacou a arquitetura da cidade e a potência cinematográfica. “É uma das periferias mais conhecidas do Brasil, citada inclusive em músicas do Racionais MC’s.
Eu imaginava que os telhados de amianto, o metrô, os prédios, os becos e o comércio comporiam muito bem a mitologia de uma história de super-herói”, contou em entrevista ao Metrópoles.
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A escolha também tem um significado pessoal para o diretor, que cresceu na cidade e levou parte das próprias experiências para a narrativa. “Estudei no Centro de Ensino Médio 10 e, quando entrei na Universidade de Brasília (UnB), eu era o aluno que morava mais longe.
Como a gente costumava brincar, eu morava na ‘Finlândia’, mais conhecida como o final da Ceilândia. Fazia percursos de quase duas horas de ônibus para chegar à universidade, e esse cotidiano entrou naturalmente no filme.”.
Apesar do projeto ambicioso, Fáuston contou que a realização do longa enfrentou uma série de obstáculos. O filme passou por diferentes tentativas de financiamento até finalmente conseguir viabilizar a produção.
Ao Metrópoles, Elaine também destacou a relação entre a personalidade de Hakaní e a própria identidade de Ceilândia, cidade que serve de cenário para o longa. Para ela, a força e a capacidade de resistência dos moradores dialogam diretamente com os personagens da história.
Fontes
Informação baseada em material público de Metrópoles Entretenimento, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.