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Funks clássicos viram aposta de candidatos na corrida presidencial de 2026

Rap da Felicidade e Rap do Silva, sucessos dos anos 1990, foram incorporados às campanhas de Augusto Cury e Lula

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Funks clássicos viram aposta de candidatos na corrida presidencial de 2026

A corrida presidencial de 2026 resgata dois clássicos do funk dos anos 1990 para embalar as campanhas eleitorais. O Rap da Felicidade, eternizado por Cidinho & Doca, foi escolhido como base do jingle de Augusto Cury (Avante).

Já o Rap do Silva, de MC Bob Rum, entrou na campanha de reeleição do presidente Lula (PT). As escolhas colocam o funk, gênero historicamente associado às periferias e aos grandes centros urbanos, no centro da comunicação dos candidatos.

Outro clássico do funk dos anos 1990 também ganhou espaço na corrida presidencial. O cantor MC Bob Rum, músico que eternizou Rap do Silva em 1996, celebrou a presença da música na campanha de reeleição de Lula.

Entretenimento “É-me dada a graça, imerecida e imensa, de ter minha obra ungindo a travessia do maior dos estadistas que esta Pátria já conheceu. Que toda gente se curve ante esta narrativa e nela encontre o espelho do que fomos, a chama do que somos, o horizonte do que havemos de ser”, apontou o artista.

O uso de músicas conhecidas em campanhas eleitorais não é novidade. Em 2026, porém, a presença de clássicos do funk dos anos 1990 chama atenção por recuperar canções que já carregam forte identificação com determinados públicos e territórios.

O analista Pedro Müller, consultor na Seta Public Affairs e formado em ciências políticas e história pela Universidade da Califórnia, explica que o gênero reúne características que podem ser exploradas na comunicação política.

A lógica de associar música e eleitorado, no entanto, não se limita ao funk. Flávio Bolsonaro (PL), por exemplo, escolheu o sertanejo para o jingle oficial da campanha, aproximando a comunicação do candidato de um gênero fortemente ligado ao interior e ao agronegócio.

Nas redes sociais, porém, o funk também apareceu na estratégia: no início da campanha, Flávio divulgou um jingle autoral no ritmo do gênero, acompanhado de coreografia e linguagem voltadas ao público jovem.

A combinação de gêneros ajuda a ilustrar como a música pode ser usada para alcançar diferentes parcelas do eleitorado. Para Pedro Müller, a escolha entre sertanejo e funk também carrega uma dimensão regional.

Embora o sertanejo tenha forte presença em todo o país, o funk estabelece uma conexão particularmente relevante com os grandes centros urbanos do Sudeste.

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