Uma corrida de kart em que os pilotos cruzam cenários pré-históricos, desviam de dinossauros e utilizam poderes dignos de videogame pode parecer ficção.
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O empreendedor que colocou os brasileiros para correr dentro de um videogame.
Mas a experiência já é realidade no Brasil graças à tecnologia de realidade mista, que combina elementos físicos e virtuais em um mesmo ambiente.
O empresário é dono de um parque de realidade virtual itinerante que leva atrações para diferentes shopping centers do país.
O principal destaque é um kart que mistura pilotagem real com cenários digitais vistos por meio de óculos especiais. A tecnologia é exclusiva da empresa no Brasil, segundo o empreendedor.
A trajetória começou em 2023, quando Rodrigo Martins inaugurou seu primeiro parque de realidade virtual. O sucesso inicial levou o empresário a viajar para a China em busca de novas experiências.
Durante uma das visitas aos fornecedores, surgiu a oportunidade de negociar exclusividade para explorar parte da tecnologia no mercado brasileiro.
A proposta veio acompanhada de um desafio. Para garantir a exclusividade, o fabricante chinês exigiu uma expansão acelerada da operação. Mesmo ainda no início da jornada, o empreendedor decidiu apostar no crescimento.
Mais tarde, uma nova visita à China apresentou ao empresário a tecnologia de realidade mista utilizada no kart virtual. A novidade chamou a atenção por conseguir integrar o mundo físico e o digital de forma sincronizada, criando uma experiência imersiva para os participantes.
Segundo Rodrigo Martins, a exclusividade funciona como uma importante barreira competitiva. “A gente fala que está sempre pelo menos um ano na frente da concorrência”, afirma.
No começo, a novidade atraía grande quantidade de visitantes.
Com o passar do tempo, porém, o fluxo diminuía à medida que o público local já conhecia a atração. Foi dessa constatação que nasceu o modelo itinerante.
Desde o ano passado, a operação passou a circular entre diferentes cidades. Para viabilizar a logística, o empreendedor firmou uma sociedade com o dono de uma empresa especializada em eventos.
A estratégia tem permitido renovar constantemente o interesse do público e ampliar a presença da marca em novas regiões.
O modelo também mudou a relação com os shopping centers. Em vez de atuar apenas como locatário, o parque passou a ser visto como um atrativo para aumentar a circulação de consumidores.
Além das pistas de kart em realidade mista, os parques oferecem outras experiências imersivas, como simuladores de montanha-russa e atrações voltadas para diferentes faixas etárias.
A sazonalidade também faz parte da gestão do negócio. Férias escolares, Dia das Crianças, Black Friday e Natal estão entre os períodos de maior movimento. Já nos meses de menor demanda, a empresa aposta em descontos e promoções durante a semana para atrair visitantes.
Mesmo com a expansão, o empreendedor acredita que o potencial de crescimento ainda está longe do limite. “A gente não rodou nem 1% do que tem para rodar ainda”, diz.
Enquanto leva seus simuladores de cidade em cidade, Rodrigo Martins já prepara o próximo passo. A empresa está desenvolvendo uma nova atração com tecnologia produzida no Brasil, prevista para ser lançada nos próximos meses.
Os detalhes continuam em segredo, mas a estratégia segue a mesma que impulsionou o negócio até aqui: oferecer experiências inéditas para manter o público em movimento e a concorrência sempre alguns passos atrás.
Em números
- Kart que mistura realidade e videogame vira negócio itinerante e fatura R$ 120 mil por mês
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