Nikolas Ferreira e Lucas Pavanato batem recorde na disputa para deputado federal; confira.
- Nikolas Ferreira (PL-MG) — 14 vagas.
- Jeffrey Chiquini (NOVO-PR) — 2 vagas.
- Fernanda Melchionna (PSOL-RS) — 1 vaga.
- Cabo Gilberto Silva (PL-PB) — 1 vaga.
- Guilherme Kilter (NOVO-PR) — 1 vaga.
- Pastor Sargento Isidório (AVANTE-BA) — 1 vaga.
Dos 513 candidatos eleitos para a Câmara dos Deputados, 33 tiveram uma votação suficiente para, além de garantir a própria eleição, contribuir para que seus partidos conquistassem outras cadeiras.
Eles são conhecidos como “puxadores de votos”.
Juntos, esses candidatos ajudaram os partidos a eleger outros 60 deputados. O número corresponde a cerca de 12% das 513 vagas disponíveis na Câmara.
O maior puxador de votos da eleição foi Nikolas Ferreira (PL-MG), que recebeu 3,1 milhões de votos. A votação do deputado foi suficiente para garantir, além da própria cadeira, outras 13 vagas para o PL em Minas Gerais.
Os votos recebidos por Nikolas correspondem a 67,6% de toda a votação obtida pelo PL para deputado federal no estado.
Em segundo lugar aparece Lucas Pavanato (PL-SP), com cerca de 3 milhões de votos. A votação do candidato contribuiu para a conquista de outras sete cadeiras pelo partido em São Paulo.
A terceira maior votação entre os puxadores foi a de Erika Hilton (PSOL-SP), com 1,6 milhão de votos. Ela ajudou o PSOL a conquistar outras três vagas no estado.
A eleição para deputado federal segue o sistema proporcional. Isso significa que as vagas não são distribuídas apenas de acordo com a votação individual de cada candidato.
Os votos recebidos por todos os candidatos de um partido, além dos votos dados diretamente à legenda, são considerados no cálculo que determina quantas cadeiras a sigla terá direito.
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É nesse sistema que aparece o chamado “puxador de votos”.
Um candidato que recebe uma votação muito superior ao número de votos necessário para conquistar uma cadeira pode contribuir para que seu partido alcance mais quocientes e, assim, tenha direito a mais vagas.
Essas vagas adicionais, por sua vez, são ocupadas por outros candidatos da mesma legenda, de acordo com as regras de distribuição das cadeiras e a votação obtida por cada um.
Por isso, um candidato pode receber uma votação muito alta e acabar contribuindo para a eleição de outros integrantes de seu partido.
O PL e o PSOL foram os partidos com o maior número de candidatos classificados como "puxadores de votos" em 2026.
Dos 33 que conquistaram uma votação suficiente para garantir outras cadeiras para o partido, 18 pertencem a uma das duas siglas.
O PL teve 11 puxadores, que juntos contribuíram para a conquista de 33 vagas adicionais para o partido. Entre eles está apenas uma mulher: Julia Zanatta (PL-SC), que contribuiu para a abertura de duas vagas.
Já o PSOL teve sete puxadores, responsáveis por dez vagas adicionais. Essas cadeiras correspondem a 71% de todas as vagas conquistadas pelo partido na Câmara.
Veja a lista e o número de cadeiras conquistadas.
*É importante destacar que o número abaixo inclui a própria cadeira do candidato. Por exemplo, Nikolas Ferreira garantiu a vaga dele e mais 13.
Em números
- O número corresponde a cerca de 12% das 513 vagas disponíveis na Câmara
- O maior puxador de votos da eleição foi Nikolas Ferreira (PL-MG), que recebeu 3,1 milhões de votos
- A votação do deputado foi suficiente para garantir, além da própria cadeira, outras 13 vagas para o PL em Minas Gerais
- Em segundo lugar aparece Lucas Pavanato (PL-SP), com cerca de 3 milhões de votos
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