Ir para o conteúdo
Eleições 2026

Lula reclama de 'decisões tendenciosas' do TSE após Nunes Marques mandar derrubar canal 'Exército de Lula'

Presidente afirmou que 'não vai aceitar' intromissão indevida da Justiça Eleitoral na eleição.

2 min de leitura
Lula reclama de 'decisões tendenciosas' do TSE após Nunes Marques mandar derrubar canal 'Exército de Lula'

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

  • TSE suspende propaganda eleitoral de Lula sobre Flávio Bolsonaro e caso Master; campanha vai recorrer.

Acho um absurdo. Acho que os nossos advogados vão ter que entrar com um pedido de explicação do critério, porque já há alguns dias eu estou percebendo que há muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura", disse Lula a jornalistas antes de participar de um ato com apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo.

Lula faz ato com apoiadores na Avenida Paulista, em SP.

Lula reclamou do que considera "decisões tendenciosas" que tem determinado remoção de conteúdos de campanha do petista e disse estar desconfiado da atuação do TSE.

Estou desconfiado do comportamento da Corte eleitoral, que tem bloqueado muita gente nossa, e tem permitido que as ações dele continuem executando", afirmou.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 25 de outubro.

A decisão do presidente do TSE foi alvo de críticas por parte de uma ala da Corte, segundo informações obtidas pela TV Globo. O entendimento é que o ministro atropelou o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, relator da ação apresentada pela campanha de Flávio.

O problema, de acordo com ele, é usar uma estrutura capaz de alcançar milhões de pessoas para divulgar, de forma coordenada, conteúdos que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já considerou falsos, além de orientar como driblar os mecanismos de proteção que a própria plataforma afirma adotar.

A mobilização digital, portanto, é lícita e não constitui objeto desta decisão. O que a norma não tolera é que a estrutura de mobilização seja empregada para fins ilícitos, entre os quais a difusão coordenada de fatos sabidamente inverídicos em desfavor de candidato", diz o ministro.

Nunes Marques destacou que "no ambiente digital, a circulação de um conteúdo não é produto exclusivo da vontade de quem o publica, mas também da arquitetura que o amplifica.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…