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Lula diz que Brasil não pode andar de 'cabeça baixa' e defende enriquecimento de urânio para fins pacíficos

Petista deu as declarações durante visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar em Iperó (SP). Defesa da soberania tem sido uma das bandeiras do petista na cam

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Lula diz que Brasil não pode andar de 'cabeça baixa' e defende enriquecimento de urânio para fins pacíficos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez nesta quarta-feira (19) mais um discurso em defesa da soberania brasileira, uma das bandeiras do petista na campanha à reeleição, durante visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, em Iperó (SP).

O petista afirmou que ter soberania é competir e poder dizer não a grandes potências em assuntos internacionais.

Ele também disse que o Brasil não pode andar de "cabeça baixa" na relação com outros países e defendeu investimentos em submarinos de propulsão nuclear e no enriquecimento de urânio para fins pacíficos, como na produção de energia.

Soberania não é só discurso. É estar preparado pra eles saberem que podemos dizer não, que podemos competir, o que não pode é ser cabeça baixa vida inteira" afirmou Lula.

O presidente estava acompanhado dos ministros da Defesa, José Múcio, e de Minas e Energia, Alexandre Silveira, além da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

Ao conhecer o Laboratório de Enriquecimento Isotópico da Marinha, Lula afirmou que, apesar de o orçamento ter prioridades como saúde e educação, é preciso discutir uma previsão financeira para finalizar a construção do submarino nuclear que está sem desenvolvimento no local.

Segundo o presidente, o projeto está em andamento desde 2007.

Uma coisa dessa não pode ficar à mercê da volatilidade do nosso orçamento. Se a gente quer submarino de verdade, se é importante pra soberania nacional, para o Brasil ser respeitado no mundo, a gente tem que dar continuidade, estamos falando do futuro, do emprego qualificado, enriquecimento de uranio, saúde, energia", declarou o petista.

Durante o evento, Lula destacou mais de uma vez a importância do submarino nuclear e do domínio da tecnologia para o enriquecimento de urânio no Brasil para fins pacíficos, "como está na nossa Constituição", segundo o presidente.

Lula também defendeu a possibilidade de o Brasil exportar urânio enriquecido para outros países interessados em utilizar a energia nuclear para fins pacíficos.

O submarino é importante para que a gente tenha tecnologia pra dar e pra vender, para que a gente possa enriquecer urânio para fins pacíficos como está na nossa constituição e pra vender para o mundo", afirmou.

A Constituição brasileira determina que todas as atividades nucleares devem ter fins pacíficos e estabelece que a União deve ter o monopólio sobre atividades como por exemplo, o enriquecimento e o reprocessamento de materiais nucleares.

A comercialização com outros países segue regras próprias e está sujeita a autorizações e controles dos órgãos responsáveis pelo setor nuclear.

Desde o primeiro tarifaço e embates com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Lula tem reforçado discursos em torno da defesa da soberania nacional e afirmado que o Brasil deve preservar sua autonomia diante de outros países.

O presidente tem dito que o Brasil está aberto ao diálogo, mas que não aceitará interferências externas em decisões internas do país.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Política, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

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