O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT-CE), afirmou que a estratégia inicial da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição foi um erro e defendeu uma postura mais agressiva contra o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
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Ministro diz que campanha à reeleição de Lula precisa “destruir” imagem de “bom moço” de Flávio Bolsonaro, candidato do PL.
Em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta 4ª feira (23.set. 2026), Guimarães disse que os programas eleitorais de Lula foram inicialmente muito amenos e que a estratégia do “Lulinha Paz e Amor” não seria adequada à atual disputa presidencial.
Segundo Guimarães, a campanha trabalha para desconstruir a imagem de Flávio como um candidato menos radical que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ministro disse que o senador construiu uma imagem de “bom moço” e afirmou que Flávio seria mais radical nas áreas econômica e social.
Guimarães também afirmou que a campanha de Lula demorou a ganhar força, mas avaliou que houve uma mudança nas últimas semanas.
Na entrevista, o ministro afirmou que o governo discute endurecer as regras sobre as bets e mencionou inclusive a possibilidade de proibição das plataformas.
Questionado sobre a responsabilidade do governo, que regulamentou o mercado de apostas, Guimarães disse que havia resistência política a medidas mais duras e afirmou que a situação atual exige mudanças.
O ministro reconheceu ainda que a fiscalização não foi suficiente para conter as irregularidades no setor.
Guimarães também criticou o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, ao comentar a crise na Corte e a defesa feita por Flávio Bolsonaro do afastamento do ministro Alexandre de Moraes.
O ministro afirmou que Lula defende a apuração das suspeitas envolvendo integrantes do STF e que o presidente não pretende proteger ninguém. Disse ainda que Moraes teve papel relevante para impedir a tentativa de golpe e assegurar o resultado das eleições.
Guimarães afirmou que há expectativa de votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) sobre o fim da escala 6 X 1 entre o 1º e o 2º turno das eleições.
A declaração se refere ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).
Sobre uma eventual disputa de 2º turno, Guimarães afirmou que pretende negociar o apoio de partidos do Centrão e defendeu a formação de uma frente contra Flávio.
O ministro disse ainda que uma eventual nova frente ampla deveria se refletir na composição do governo.
Segundo Guimarães, partidos que integrem uma eventual coalizão precisam assumir integralmente a participação no governo.
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