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Eleições 2026

Flávio pede investigação contra diretor da PF por interferência eleitoral

2 min de leitura
Urna eletrônica — Eleições 2026

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) apresentou neste domingo (11.out. 2026) uma notícia-crime à Justiça Eleitoral contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Candidato apresentou notícia-crime à Justiça Eleitoral e afirma que Andrei Rodrigues usou estrutura da corporação para favorecer o PT.

Sua defesa afirma que o chefe da corporação tentou interferir nas eleições ao divulgar, no dia do 1º turno, a abertura de uma apuração sobre possível influência dos Estados Unidos no processo democrático brasileiro.

Eis a íntegra do documento (PDF – 332 kB).

A notícia-crime trata de uma entrevista coletiva concedida por Rodrigues na qual afirmou que a PF havia recebido uma representação da AGU (Advocacia-Geral da União) e encaminhado o caso à diretoria de Inteligência.

Na ocasião, o diretor-geral disse que havia uma apuração preliminar em andamento, embora ainda não tivesse inquérito formal.

A defesa de Flávio sustenta que a divulgação da suspeita no dia da votação favoreceu eleitoralmente o PT. O candidato pede que o Ministério Público Eleitoral conduza ou supervisione a investigação e defende a obtenção de documentos da AGU, da PF e da PGR (Procuradoria-Geral da República) e um depoimento de Rodrigues.

A AGU encaminhou o caso às autoridades para apurar possíveis irregularidades relacionadas ao financiamento estrangeiro de iniciativas políticas no país.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, repostou a reportagem em seu perfil nas redes sociais e disse que havia “projetos políticos” no Brasil que buscavam “respaldo no exterior para confrontar a própria República”.

A publicação foi entendida pela campanha de Flávio como uma insinuação de que o candidato estaria envolvido em algum projeto estrangeiro para influenciar o resultado das eleições.

No dia da votação, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Nunes Marques, disse que não havia indicativos concretos de interferência internacional no processo eleitoral.

A PF arquivou a apuração preliminar 3 dias depois. A corporação entendeu que não havia elementos mínimos para justificar a abertura de um inquérito.

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