A disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) escancara uma outra guerra que está sendo travada nesta eleição: a disputa pelo futuro dos grupos de poder dentro do Supremo Tribunal Federal (STF).
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De acordo com ministros do STF ouvidos pelo blog, o que fica claro é que o resultado das urnas será lido também como uma medição de forças dentro dos tribunais — sobre quem sai fortalecido, quem perde espaço e quem terá mais poder no pós-eleição.
É por isso que a guerra entre TSE e Supremo virou protagonista desta reta final. O que está em jogo não é apenas qual grupo político ganha ou perde nas urnas, nem as preferências de cada ministro.
Está em jogo também quem termina essa eleição de pé dentro dos tribunais.
De um lado, o grupo de Alexandre de Moraes. Do outro, o grupo de Kassio Nunes Marques e André Mendonça. Uma guerra interna do Supremo que transbordou para o TSE.
A avaliação de ministros ouvidos pelo blog é a seguinte: uma vitória de Lula tende a fortalecer o grupo de Moraes e ampliar seu poder para tentar esvaziar o grupo de Kassio e Mendonça.
Uma vitória de Flávio Bolsonaro, na leitura desses ministros, produziria o movimento inverso: fortaleceria Kassio e Mendonça e aumentaria a pressão sobre o grupo de Moraes e Flávio Dino — inclusive dando novo combustível político a movimentos por impeachment.
E essa guerra não termina no domingo.
Ministros dizem ao blog que, independentemente do resultado da eleição, a ofensiva deve continuar na semana que vem. O grupo de Moraes pretende continuar pressionando Kassio e André Mendonça e fala em novas revelações sobre eventuais irregularidades envolvendo o grupo adversário.
É dentro desse contexto que precisa ser lida também a ofensiva para retirar Kassio e André da comissão que discute propaganda no TSE. É uma medição de forças por espaço, comando e poder dentro dos tribunais.
Então há duas disputas acontecendo simultaneamente: Lula e Flávio disputam nas urnas o comando do país; dentro dos tribunais, grupos de ministros olham para esse mesmo resultado pensando no próprio futuro e na correlação de forças do pós-eleição.
A eleição acaba nas urnas. A guerra no Supremo continua depois delas.
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