As informações foram obtidas por meio da prestação de contas presente nos dados abertos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no DivulgaCand, plataforma do TSE com gastos dinâmicos da eleição.
- Em 2026, já representa 6% de todos os gastos declarados até o momento.
- Os dados foram obtidos a partir de arquivos de despesas contratadas da prestação de contas de candidatos, no Portal de Dados Abertos do TSE, gerados em 18 de outubro de 2026. O levantamento também cruzou dados do DivulgaCand, plataforma do TSE, consultados na mesma data.
- Para o cálculo das despesas, foram considerados apenas os pagamentos cujo fornecedor direto é o CNPJ 13.347.016/0001-17 (Facebook Serviços Online do Brasil Ltda).
- Os valores estão em reais da época de cada eleição, sem correção pela inflação.
- O valor considerado é um piso. Ficam de fora os gastos de diretórios partidários, anúncios pagos por apoiadores e pagamentos feitos por meio de agências de conteúdo ou publicidade, que aparecem no CNPJ destes terceiros.
- Os gastos de 2026 são parciais. O número deve subir com a entrega das contas finais, cujo prazo ainda está em aberto.
Os dados de 2026 são parciais, já que o prazo para prestação final de contas dos candidatos que participaram do 1º turno se encerra em 3 de novembro. Os que seguiram para o 2º turno têm até o dia 14 de novembro para declarar todos os gastos na eleição (Veja, ao final da matéria, como o levantamento foi feito).
Não é a primeira vez que a Meta lidera o ranking de maior fornecedora dos candidatos das eleições. A empresa é a que mais arrecada nas eleições desde 2022. O total de recursos recebidos em 2026, no entanto, é recorde.
Em 2018, a Meta recebeu 0,7% de todos os recursos gastos pelos candidatos nas campanhas eleitorais. Desde então, essa participação vem crescendo.
Os recursos destinados pelas candidaturas à Meta dizem respeito aos diferentes serviços prestados pelas plataformas, como, por exemplo, a verificação de contas, anúncios e impulsionamento de postagens.
O impulsionamento de conteúdo ganhou peso nos orçamentos. Ele passou de 2,5% do gasto total das campanhas em 2018 para 8,9% nos dados parciais de 2026.
Quem mais declarou gastos com a Meta.
Nesta segunda-feira (19), o ministro Marco Aurélio Bellizze, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu 24 horas para que a Meta comprove que cumpriu a decisão da Corte que determinou a adoção de medidas para garantir isonomia na distribuição de conteúdos políticos e na veiculação de anúncios eleitorais durante o segundo turno das eleições.
Tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputam a Presidência no segundo turno, acionaram a Justiça Eleitoral contra a Meta sob argumento de que seus conteúdos de campanha têm sido prejudicados nas plataformas da empresa.
O ministro também determinou que a Meta e o X suspendam o impulsionamento pago de conteúdos das contas dos dois até o fim do segundo turno.
Em números
- Eleições 2026: campanhas já declararam quase R$ 290 milhões em gastos com a Meta, mais que o dobro de 2022
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