A defesa da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) divulgou neste domingo (27.set. 2026) uma nota apontando tentativa de descredenciamento da Justiça Eleitoral. Sem fazer menção direta, a nota critica uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que revogou a liminar do ministro André Mendonça e autorizou a publicação do humorista Antônio Tabet que citava Nossa Senhora Aparecida.
Equipe do PL criticou a medida que liberou publicação que relacionava ataques à padroeira do Brasil à candidatura.
Em uma medida atípica, Dino revogou a liminar do vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral que considerava a postagem do humorista no X como uma disseminação de desinformação.
No X, Antônio Tabet escreveu, em 24 de setembro: “A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”.
Logo depois da decisão de Dino, a equipe jurídica declarou que em outros momentos “descredenciar a Justiça Eleitoral já foi tido como crime à democracia e causa lamento que agora não se entenda mais assim”.
O jurídico da campanha de Flávio Bolsonaro é encabeçado pelas advogadas e ex-ministra do TSE Maria Cláudia Bucchianeri e pelo advogado Tracy Reinaldet. Com o comunicado, eles ressaltam que acionaram a Corte Eleitoral para paralisar possível propaganda difamatória que associava Flávio Bolsonaro à proposta para retirar Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do país, caso fosse eleito.
A nota ressalta que o processo foi distribuído por sorteio entre os 3 ministros que atuam como juízes da propaganda –Kassio Nunes Marques, André Mendonça e Estela Aranha.
No recurso ao ministro Flávio Dino, a defesa de Antônio Tabet buscou um processo específico do ministro para tentar ampliar os efeitos contra decisão do TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná), para reverter a medida de Mendonça.
A declaração da equipe jurídica de Flávio Bolsonaro ainda relembra a condução do processo eleitoral de 2022, pelo ministro Alexandre de Moraes, então presidente da Corte, que também decidiu contra disseminação viral de desinformação eleitoral.
Uma história falsa viralizou na noite de 5ª feira (24.set. 2026). O tema não é um dos projetos do senador e, na verdade, resgata o PL (Projeto de Lei) 2. 623 de 2007, apresentado pelo então deputado federal Professor Victório Galli (PMDB-MT).
A proposta pretendia alterar a lei que estabelece 12 de outubro como feriado nacional em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. O texto substituía “padroeira do Brasil” por “padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos” e trocava a expressão “culto público e oficial” por “homenagem oficial”.
O projeto foi rejeitado pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara.
Em vídeo publicado em seu perfil no X, Flávio disse que respeita “todas as religiões e também quem não tem religião” e negou que pretenda alterar o título de Nossa Senhora Aparecida, afirmando que a história foi inventada pelo PT.
O ministro considerou “notoriamente inverídica” a afirmação de que Flávio ou integrantes de sua família propuseram, articularam, apoiaram ou pretendem promover a retirada do título.
A ordem também alcança conteúdos que reproduzam a mesma informação com texto, imagem, áudio, vídeo ou meme diferentes.
Segundo informações apresentadas ao TSE pela defesa de Flávio, um levantamento identificou 2. 086 publicações de 1. 674 contas, com mais de 21 milhões de visualizações, cerca de 1,49 milhão de curtidas e 312 mil compartilhamentos.
Leia a íntegra da nota da defesa de Flávio Bolsonaro.
Em números
- 674 contas, com mais de 21 milhões de visualizações, cerca de 1,49 milhão de curtida
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