Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi reeleito governador de São Paulo neste domingo (4), no 1º turno das eleições, com 62,85% dos votos válidos, contra 36,22% de Haddad.
- Para os cargos de presidente da República, governadores de estado e prefeitos de municípios com mais de 200 mil eleitores, o candidato vencedor precisa obter a maioria absoluta.
- Ou seja, 50% mais um dos votos válidos, sem contar os brancos e nulos.
- Caso ninguém atinja a marca, os dois mais votados se enfrentam no 2º turno.
- Votos válidos: 57,93% (12,3 milhões de votos).
- Votos válidos: 62,85%% (13.057.319 votos) - em atualização.
- 1990: Luiz Antônio Fleury Filho (PMDB) precisou do 2º turno para vencer Paulo Maluf (PDS): 51,77% x 48,23%.
- 1994: Mário Covas (PSDB) foi ao 2º turno para derrotar Francisco Rossi (PDT): 56,12% x 43,88%.
- 1998: Em uma virada após ficar atrás no 1º turno, Mário Covas (PSDB) venceu Paulo Maluf (PPB) no 2º turno: 55,37% x 44,63%.
- 2002: Geraldo Alckmin (PSDB) derrotou José Genoino (PT) no 2º turno: 58,64% x 41,36%.
- 2018: João Doria (PSDB) superou Márcio França (PSB) por estreita margem no 2º turno: 51,75% x 48,25%.
- 2022: Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi eleito após vencer Fernando Haddad (PT) no 2º turno: 55,27% x 44,73%.
- Franco Montoro (PMDB) e Quércia (vice) - 5.209.952 votos / 49,04% - eleito no 1° turno.
- Reinaldo de Barros (PDS) e Afif Domingos (vice) - 2.728.732 votos / 25,68%.
- Jânio Quadros (PTB) e Francisco Barros (vice) - 1.447.328 / 13,62%.
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Hélio Bicudo - 1.144.648 / 10,77%.
- Rogê Ferreira (PDT) e João Gualberto (vice) - 94.395 / 0,89%.
- Orestes Quércia (PMDB) - 5.578.795 votos / 40,78% - eleito no 1° turno.
- Antônio Hermínio de Moraes (PTB) - 3.675.176 / 26,86%.
- Paulo Maluf (PDS) - 2.668.425 / 19,50%.
- Eduardo Suplicy (PT) - 1.508.589 / 11,03%.
- Teotônio Simões (PH) - 250.657 / 1,83%.
- Paulo Maluf (PDS) - 5.872.473 / 43,50% - 2° turno: 6.865.157 votos - 48,23%.
- Luiz Antônio Fleury Filho (MDB) - 3.803.159 / 28,17% - 2° turno: 7.368.730 votos - 51,77% - eleito.
- Mário Covas (PSDB) - 2.050.665 / 15,19%.
- Plínio de Arruda Sampaio (PT) - 1.636.119 / 12,12%.
- Ademar de Barros Filho (PRP) - 63.117 / 0,47%.
- Mário Covas (PSDB): 6.574.517 votos (46,84%) - 2° turno: 8.661.960 votos (56,12%) – Eleito.
- Francisco Rossi (PDT): 3.119.592 votos (22,23%) - - 2° turno: 6.771.454 votos (43,88%).
- José Dirceu (PT) - 2.085.193 votos (14,86%).
- Barros Munhoz (PMDB) - 1.584.397 votos (11,29%).
- Luiz Antônio Medeiros (PP) - 317.593 votos (2,26%).
- Álvaro Soares Dutra (Prona) - 144.196 votos (1,03%).
- Paulo Maluf (PP) - 5.351.026 votos (32,21%) - 2° turno: 7.900.598 votos (44,63%).
- Mário Covas (PSDB) - 3.813.186 votos (22,95%) - 2° turno: 9.800.253 votos (55,37%) - eleito.
- Marta Suplicy (PT)- 3.738.750 votos (22,51%).
- Francisco Rossi (PDT) - 2.843.515 (17,12%).
- Orestes Quércia (PMDB)- 714.097 votos (4,30%).
- Constantino Cury Neto (Prona) 68.906 votos (0,41%).
- Geraldo Alckmin (PSDB) - 7.505.486 votos (38,28%) - 2° turno: 12.008.819 votos (58,64%) - eleito.
- José Genoino (PT) - 6.361.747 votos (32,45%) - 2° turno: 8.470.863 votos (41,36%).
- Paulo Maluf (PP) - 4.190.706 votos (21,37%).
- Carlos Apolinário (PGT) - 703.858 votos (3,59%).
- Lamartine Posella (PMDB) - 259.317 votos (1,32%).
- Carlos Roberto Pittoli (PSB) - 216.369 votos (1,10%).
- José Serra (PSDB) -12.381.038 votos - 57,93% eleito no 1° turno.
- Aloizio Mercadante (PT) - 6.771.582 votos - 31,68%.
- Orestes Quércia (PMDB)- 977.695 votos - 4,57%.
- Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) - 532.470 votos - 2,49%.
- Resultado da eleição de 2010 - 1° turno.
- Geraldo Alckmin (PSDB) - 11.519.314 votos - 50,62% - eleito no 1° turno.
- Aloizio Mercadante (PT) - 8.016.866 votos - 35,23%.
- Celso Russomanno (PP) - 1.233.897 votos - 5,42%.
- Fabio Feldmann (PV) - 940.371 votos - 4,13%.
- Geraldo Alckmin (PSDB) - 12.230.807 votos / 57,31% - eleito no 1° turno.
- Paulo Skaf (PMDB) - 4.594.708 votos - 21,53%.
- Alexandre Padilha (PT) - 3.888.584 votos - 18,22%.
- Gilberto Natalini (PV) - 260.696 votos - 1,22%.
- Gilberto Maringoni (PSOL) - 187.487 votos - 0,88%.
- João Doria (PSDB) - 6.431.555 votos (31,77%) - 2° turno: 10.990.350 votos (51,75%) - eleito.
- Márcio França (PSB) - 4.358.998 votos (21,53%) - 2° turno: 10.248.740 votos (48,25%).
- Paulo Skaf (MDB) - 4.269.865 votos (21,09%).
- Luiz Marinho (PT) - 2.563.922 votos (12,66%).
- Major Costa e Silva (DC) - 747.462 votos (3,69%).
- Rogério Chequer (Novo) - 673.102 votos (3,32%).
- Rodrigo Tavares (PRTB) - 649.729 votos (3,21%).
- Professora Lisete (PSOL) - 507.236 votos (2,51%).
- Tarcísio de Freitas (Republicanos) - 9.881.995 votos (42,32%) – 2° turno: 13.480.643 votos (55,27%) – eleito.
- Fernando Haddad (PT) - 8.337.139 votos (35,70%) - 2° turno: 10.909.371 votos (44,73%).
- Rodrigo Garcia (PSDB) - 4.296.293 votos (18,40%).
- Vinicius Poit (Novo) - 388.974 votos (1,67%).
- Elvis Cezar (PDT) - 281.712 votos (1,21%).
O resultado foi confirmado às 19h39, com 90% das urnas apuradas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
É a quarta vez que um governador paulista é eleito no 1º turno desde a adoção do sistema de duas rodadas, em 1990. Em 2022, ele também derrotou Haddad, mas no 2º turno.
Até este domingo, todos os governadores eleitos de primeira eram do PSDB: José Serra em 2006 e Geraldo Alckmin nas eleições de 2010 e 2014. Tarcísio é o primeiro de outro partido a conseguir o feito.
O conceito de "vencer no 1º turno" só passou a existir formalmente no Brasil a partir da Constituição de 1988. O texto estabelece que.
Antes dessa regra, as eleições brasileiras para o Executivo funcionavam em turno único, com maioria simples, quem tivesse mais votos ganhava, independentemente de chegar aos 50%.
Foi assim, por exemplo, que Franco Montoro (PMDB) venceu a eleição em 1982, a primeira disputa direta para o governo paulista desde a década de 1960.
1) Eleição de 2006: José Serra (PSDB).
Em 2006, o tucano fez história ao se tornar o primeiro governador eleito no 1º turno em São Paulo sob a vigência da Constituição de 1988. Serra tinha como bagagem uma aprovação considerável de sua gestão na Prefeitura de São Paulo.
O candidato derrotado foi Aloizio Mercadante (PT), que ficou com 31,68%. O terceiro colocado foi o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), com 4,57%.
2) Eleição de 2010: o retorno de Geraldo Alckmin (PSDB).
Quatro anos após o feito de Serra, o PSDB repetiu a dose com Alckmin, que já havia governado o estado entre 2001 e 2006. O principal adversário foi, novamente, Mercadante, que encerrou a disputa com 35,23%.
Celso Russomanno (PP) ficou em terceiro, com 5,42%.
3) Eleição de 2014: Alckmin de novo.
Em meio a um cenário de insatisfação popular motivado pelos protestos de 2013 hídrica, Alckmin entrou no ano da reeleição com uma aprovação flutuando na casa dos 40%.
Isso ajudou a firmar ampla distância para o segundo colocado, Paulo Skaf (PMDB), que teve 21,53% dos votos. Alexandre Padilha (PT) obteve 18,22%.
4) Eleição de 2026: Tarcísio reeleito.
Ao ser reeleito, Tarcísio se tornou o primeiro nome sem a filiação do PSDB a faturar o governo paulista de primeira. Há quatro anos, em 2022, quando foi candidato ao governo paulista pela primeira vez, ele precisou ir ao 2º turno para derrotar Haddad.
O petista conquistou 44,73% dos votos válidos, contra 55,27% do atual governador.
Desta vez, no entanto, com a máquina pública na mão e 47% de aprovação da gestão, Tarcísio conseguiu encerrar a disputa já neste domingo.
Nas outras seis vezes em que a eleição aconteceu com a regra dos dois turnos já em vigor, a população teve de voltar às urnas uma segunda vez.
Resultados de todas as eleições em SP desde a redemocratização.
Resultado da eleição de 1982 - 1° turno (não havia segundo turno).
Resultado da eleição de 1990 - 2° turno.
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