O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, disse nesta quarta-feira (26) que, se eleito, vai acabar com a aprovação automática no sistema de ensino.
Em sabatina da CBN, Valor Econômico e O Globo, o candidato afirmou que a progressão dos estudantes deve ocorrer com base em “proficiência, resultado e nota”.
Ao falar sobre sua gestão em Goiás, Caiado afirmou que não permite que estudantes avancem de ano apenas por critérios de idade.
Caiado chama cobrança por câmeras corporais de 'hipocrisia.
O candidato foi questionado sobre dados de mortes decorrentes de intervenção policial em Goiás e sobre sua resistência ao uso de câmeras corporais. O governador classificou a análise como “tendenciosa” e defendeu a atuação das forças de segurança do estado.
Ao ser questionado sobre as câmeras, Caiado comparou operações policiais em áreas dominadas pelo crime à atuação em uma guerra: “Tudo bem, vai lá na Ucrânia, bota, bota, bota a câmera nele”.
Em seguida, argumentou que é diferente analisar posteriormente as imagens e estar na posição do policial que entra em uma favela sob risco de ser atingido por criminosos armados.
Candidato diz que não detalha cortes porque ainda 'não examinou o paciente.
Na área econômica, Caiado voltou a defender um ajuste nas contas públicas e foi questionado sobre quais despesas pretende cortar para cumprir a promessa de estabilizar a relação entre dívida e PIB já no primeiro ano de governo.
O candidato citou como possibilidades a revisão de incentivos fiscais, cortes na estrutura da máquina pública, fechamento de estatais e mudanças na destinação de emendas impositivas.
Ao ser questionado a apontar quais incentivos fiscais seriam cortados, porém, Caiado evitou mais uma vez detalhar setores.
O candidato também disse que pretende estabelecer um limite para o crescimento das despesas. Segundo Caiado, a proposta é corrigir os gastos pela inflação e acrescentar apenas 50% do crescimento do PIB do ano anterior.
A partir desse limite, afirmou, o governo teria que decidir “como você vai acomodar” o orçamento e o que seria necessário “priorizar ou cortar”.
Caiado afirmou ainda que não pretende fazer uma nova reforma da Previdência no início de um eventual governo e rejeitou a possibilidade de atingir direitos já adquiridos.
Fontes
Informação baseada em material público de G1 Política, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.