A Polícia Federal deu início à perícia no prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) que foi destruído por um incêndio durante a semana. Nesta primeira fase, as análises contam com uso de drone e robô, já que os peritos não podem entrar no local por conta de um possível risco de desabamento do teto, que também está sendo avaliado pelas equipes.
- Prédio incendiado na UFPE tinha laboratórios de pesquisas sobre câncer, covid-19 e autismo.
- Destruição de equipamentos e pesquisas em incêndio na UFPE preocupa estudantes.
Polícia Federal inicia perícia em prédio da UFPE com drones e robô.
As chamas começaram na noite da quarta-feira (7) e só foram controladas pelo Corpo de Bombeiros nove horas depois. No dia seguinte, equipes da PF conseguiram fazer imagens dentro do imóvel com um drone e um carrinho robô que tinha uma câmera acoplada (veja vídeo acima).
A corporação investiga se o incêndio foi criminoso ou teve outras causas.
O primeiro andar foi o local mais afetado pelas chamas, mas, com as janelas destruídas, o equipamento conseguiu sobrevoar e acessar o edifício. Nas imagens, é possível ver a destruição dentro dos laboratórios, com escombros, cinzas, tubos e móveis retorcidos.
No local, funcionavam laboratórios com pesquisas na área de saúde, incluindo estudos sobre Covid-19, câncer, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).
A equipe da PF só vai conseguir acessar o imóvel quando for feito o escoramento do prédio para evitar o desabamento. De acordo com o delegado regional executivo da PF, Rodrigo Bastos, peritos da PF do Distrito Federal vai atuar nas investigações.
A Defesa Civil do Recife informou que não vistoriou o local e aguarda a Polícia Federal finalizar os trabalhos. O órgão disse, ainda, que um engenheiro da UFPE fará a avaliação da estrutura após a conclusão da perícia da PF.
O prédio, onde já funcionou o Restaurante Universitário nas décadas de 1980 e 1990, também foi sede da Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine). Durante a pandemia, passou a abrigar o Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica, congregando laboratórios de diversas áreas.
Este foi o terceiro incêndio registrado na UFPE em uma semana. No dia 30 de setembro, chamas se alastraram num laboratório do Departamento de Física. Ninguém ficou ferido.
Segundo a instituição, a suspeita é que o fogo tenha sido causado numa câmara de alta temperatura usada para aquecimento de substâncias.
No domingo (4), outro incêndio foi registrado no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências. Também não houve vítimas.
Segundo a reitoria da UFPE, as causas dos dois primeiros incêndios já foram identificadas. No primeiro caso, o fogo foi causado por um experimento realizado no laboratório.
O segundo começou a se espalhar após um curto-circuito no ar-condicionado.
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