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Educação

Ministra anuncia R$ 40 milhões para repor equipamentos destruídos em incêndio na UFPE

3 min de leitura
Ministra anuncia R$ 40 milhões para repor equipamentos destruídos em incêndio na UFPE

Ministra de Ciência, Tecnologia e Inovações anuncia investimentos para UFPE após incêndios.

  • O que se sabe sobre os três incêndios na UFPE em oito dias.
  • 3º incêndio na UFPE afetou cerca de 200 teses e dissertações.
  • Destruição de equipamentos e pesquisas preocupa estudantes.

O que estou me comprometendo desde já é com uma ajuda emergencial daquilo que correspondia ao investimento que nós fizemos em infraestrutura de pesquisa. São os equipamentos que a Finep adquiriu.

[...] Concomitantemente, a equipe do reitor Alfredo está reunida desde sempre fazendo levantamentos de modo a gente, na maneira mais célere possível, garantir a retomada plena da pesquisa e desenvolvimento que existia aqui", disse a ministra.

O montante, que chega de forma emergencial através de um Fundo Nacional de Desenvolvimento e Tecnologia, está disponível para ser transferido à instituição. Esse valor do auxílio emergencial é o mesmo aplicado anteriormente pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) na infraestrutura de pesquisa do centro.

A previsão é que o imóvel de dois pavimentos seja reconstruído, utilizando o mesmo projeto executivo de um centro de pesquisas da UFPE localizado em Sertânia, no Sertão do estado.

Até que o prédio esteja pronto no Recife, os equipamentos novos vão funcionar em outros laboratórios da universidade.

Os equipamentos perdidos no incêndio eram de última geração, segundo a UFPE, e iam além de simples computadores. No local, por exemplo, funcionava um laboratório de Nível Biológico 3 (NB3), também chamado de laboratório de contenção e usado para manipulação de patógenos, como coronavírus, tuberculose, HIV, dengue e febre amarela.

De acordo com o vice-reitor Moacyr Cunha, o objetivo é que as pesquisas não parem, devido a importância social delas. Os centros pesquisavam temas como câncer, Covid-19 e o transtorno do espectro autista (TEA).

Uma parte desses equipamentos, a maioria deles, vai ser deslocada para outros laboratórios, para continuar as pesquisas nesses laboratórios enquanto a gente consegue construir o outro [prédio].

O mais importante é não deixar essas pesquisas pararem, é dar continuidade a todos esses estudos. São estudos de décadas, é uma quantidade enorme de informações", disse Moacyr Cunha ao g1.

O serviço para evitar desmoronamento e preservar a estrutura durante a perícia será feito por uma empresa já contratada pela UFPE. Segundo o reitor, será feito um aditivo ao contrato em vigor, e as intervenções devem começar em até 15 dias.

Nós estamos em contrato com uma empresa que trabalha aqui na universidade, em um determinado contrato, e vamos fazer um aditivo no contrato da empresa para iniciar imediatamente a escora da edificação.

Esses recursos, o ministério também se comprometeu em fazer, mas a escora não é um orçamento expressivo. Precisa que a empresa volte aqui para fazer o estudo de como vai proceder, para a gente fazer essa contratação emergencial.

Não tem [data], mas eu creio que nesses próximos 15 dias a gente tem resolvido também isso", disse o reitor.

Enquanto os peritos não conseguem acessar o prédio, a investigação segue por meio de dados coletados da área externa. Também são analisados arquivos de câmeras de segurança e registros de quem estava no campus na noite do incêndio, que foram fornecidos pela UFPE.

Esse foi o terceiro incêndio que aconteceu no campus Recife da Universidade em uma semana, sendo o de maior proporção, como mostra o infográfico a seguir.

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