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Economia

Warren Buffett deixa presidência do conselho da Berkshire e será substituído por filho

Howard Buffett, conselheiro da empresa desde 1993, assumirá o lugar do pai na empresa

2 min de leitura
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Bengalore (Índia) | Reuters A Berkshire Hathaway informou nesta sexta-feira (18) que Warren Buffett deixará o cargo de presidente do conselho de administração do conglomerado e passará a ser presidente emérito, com efeito imediato.

Ele será substituído pelo filho Howard Buffett, conselheiro da Berkshire desde 1993.

No início deste ano, Buffett havia deixado o cargo de CEO, passando o comando a Greg Abel, seu braço direito de longa data.

O tempo sempre vence. Ainda assim, ele tem sido generoso comigo", escreveu Buffett, de 96 anos, em carta aos acionistas.

Warren Buffett participa de encontro com acionistas da Berkshire Hathaway - Johannes Eisele - 03.mai. 19/AFP "Como presidente emérito, o sr. Buffett continuará integrando o Conselho de Administração e seguirá oferecendo sua valiosa capacidade de avaliação e perspectiva", afirmou a Berkshire em comunicado.

A cultura que Warren construiu e os valores que defendeu continuarão no coração da Berkshire, e Howard será seu guardião", afirmou Abel nesta sexta-feira.

A influência de Buffett se estendeu muito além da Berkshire, moldando gerações de líderes empresariais e investidores com sua ênfase na visão de longo prazo, na alocação disciplinada de capital e na gestão objetiva.

CEOs de grandes empresas dos Estados Unidos recorreram a ele como conselheiro para temas que vão de aquisições e sucessão à condução dos negócios em períodos de turbulência nos mercados, enquanto suas reuniões anuais de acionistas se tornaram um ponto de encontro para investidores em busca de uma visão mais ampla do cenário empresarial.

Buffett anunciou pela primeira vez seus planos de se afastar do conglomerado em maio de 2025, surpreendendo acionistas e analistas, apesar de sua idade. Após décadas no comando, ele havia se tornado sinônimo da empresa, fazendo de sua sucessão uma das mais acompanhadas no mundo corporativo dos Estados Unidos.

Em agosto, a Berkshire informou que começou a reduzir sua enorme reserva de caixa no segundo trimestre, investindo bilhões de dólares em ações de empresas como a Alphabet e recomprando bilhões de dólares em ações próprias, ao mesmo tempo que divulgou lucro acima do esperado.

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