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Economia Revisado por ULTRA AI

Vendas de imóveis crescem 5,3% no segundo trimestre, apesar de juros altos, aponta Cbic

Resultado é impulsionado pelo desempenho recorde do programa Minha Casa, Minha Vida

3 min de leitura
Economia — imagem padrão

As vendas de imóveis novos cresceram 5,3% no segundo trimestre deste ano ante o mesmo período de 2025, mesmo com a taxa básica de juros em 14% ao ano, segundo levantamento da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) e da Brain Inteligência Estratégica divulgado nesta segunda-feira (24).

Foram comercializadas 113. 676 unidades residenciais em 221 cidades pesquisadas. No primeiro semestre, as vendas somaram 226. 536 unidades, alta de 5,4% na comparação anual.

Juros altos não interromperam a demanda por moradia, mas a recuperação é desigual: o Minha Casa, Minha Vida amplia sua participação em vendas e lançamentos, enquanto imóveis para a classe média perdem espaço.

Os lançamentos totalizaram 107. 161 unidades no segundo trimestre, queda de 1,3% em um ano, mas alta de 2,6% em relação aos três primeiros meses de 2026. Para os especialistas, o ritmo sinaliza que as incorporadoras continuam ativas.

O Sul teve a maior queda nos lançamentos: 17. 353 unidades, recuo de 25,1% em um ano e de 11,7% ante o primeiro trimestre. Segundo Celso Petrucci, conselheiro da Cbic e economista-chefe do Secovi-SP, a menor oferta do Minha Casa, Minha Vida expõe a região ao crédito caro e à demanda por imóveis mais caros.

A diferença entre vendas e lançamentos ajudou a reduzir o estoque. A oferta disponível terminou junho em 355. 290 unidades, recuo de 2,1% ante o trimestre anterior.

O prazo estimado para a venda de todo o estoque caiu de 9,9 meses no primeiro trimestre para 9,5 meses.

O levantamento, que mapeou as condições de mercado em 221 cidades espalhadas pelo país, aponta que a demanda reprimida e as linhas de crédito habitacional continuam dando sustentação a um dos principais motores do PIB (Produto Interno Bruto) nacional.

Minha Casa, Minha Vida puxa crescimento.

O principal motor das vendas é a habitação popular. No segundo trimestre, 62. 129 das 107. 161 unidades lançadas estavam enquadradas no Minha Casa, Minha Vida (58% do total), a maior participação da série histórica do levantamento, iniciada em 2019.

Se continuar essa taxa de juros a dois dígitos, acredito que vamos chegar a 64% do Minha Casa, Minha Vida", afirmou Petrucci durante a apresentação dos indicadores imobiliários.

Foram 58. 392 unidades vendidas do programa, ante 55. 284 dos segmentos de médio e alto padrão.

A concentração ajuda a explicar por que o número de imóveis comercializados cresce mesmo em um ambiente de juros elevados. O programa oferece condições subsidiadas para quem financia e recursos do FGTS, reduzindo a exposição direta do comprador à Selic.

A força do programa se concentra principalmente nas regiões Norte, Sudeste e Nordeste. No Norte, o Minha Casa, Minha Vida lidera com 68% dos lançamentos (1. 864 unidades) e 67% das vendas (2.

463 unidades) do trimestre. No Sudeste, que responde pela maior fatia absoluta de mercado, o Minha Casa teve participação de 66% nos lançamentos (39. 273 unidades) e de 58% nas vendas (33.

Essa disparidade também se reflete nos estoques, com a participação do programa na oferta final disponível, variando de 51% no Norte e 48% no Sudeste até apenas 17% no Sul.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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