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Economia

Só 51% descartam mudar o voto; reta final ainda pode mexer na eleição

Bruno Soller, da Real Time Big Data, diz que indecisos e eleitores menos convictos ainda podem provocar mudanças no resultado de domingo

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A um dia do primeiro turno, pouco mais da metade dos eleitores brasileiros afirma estar completamente decidida sobre o voto para presidente. Segundo Bruno Soller, analista e sócio da Real Time Big Data, 51% dizem que não mudam mais de candidato.

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Os demais 49% apresentam algum grau de abertura para rever a escolha, o que não significa que todos estejam indecisos ou que necessariamente trocarão de candidato até domingo.

A volatilidade é uma das razões pelas quais o analista recomenda cautela na leitura das últimas pesquisas antes da votação. Além dos eleitores que admitem alguma possibilidade de mudança, a Real Time identificou um grupo que ainda nem havia começado a decidir.

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Soller afirmou que 8% dos entrevistados no levantamento divulgado pela Real Time Big Data na quinta-feira (1º) disseram não ter parado para pensar em quem votar.

O grupo pode ser importante não apenas por uma eventual escolha de última hora, mas também pelo risco de não comparecimento às urnas.

Para Soller, o desinteresse observado nas pesquisas qualitativas pode se traduzir em uma abstenção maior no domingo.

Soller chama atenção para os jovens, grupo no qual, segundo ele, está o maior índice de indecisão. Isso abriria espaço para diferenças entre os percentuais registrados pelas pesquisas e aqueles que aparecerão nas urnas.

O analista cita Renan como um candidato que poderia eventualmente se beneficiar desse comportamento. A possibilidade foi apresentada como hipótese, e não como projeção de resultado.

O tamanho dessas mudanças — e, principalmente, quais candidatos podem se beneficiar delas — só será conhecido com a votação de domingo.

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