SLC Agrícola (SLCE3) e Hapvida (HAPV3) chegaram a pontos bastante distintos no gráfico após movimentos recentes em direções opostas. Enquanto a SLC Agrícola aparece mais esticada após o avanço das ações, a Hapvida acumula fortes perdas e entrou em uma região que pode favorecer repiques técnicos no curto prazo.
Na SLC Agrícola, o Índice de Força Relativa (IFR) alcançou 81,07 pontos, acima da referência de 70, entrando em região de sobrecompra. A leitura não significa, necessariamente, que o papel vá recuar, mas mostra que o movimento comprador ganhou intensidade e pode abrir espaço para realização de lucros ou ajustes técnicos.
Em 2026, SLCE3 acumula valorização de 11,38% e, nos últimos 12 meses, avanço de 10,72%.
Na Hapvida, o cenário é praticamente o inverso. Com o IFR em 28,97 pontos, a ação entrou em região de sobrevenda após uma forte sequência de perdas. Esse patamar pode favorecer uma reação pontual dos compradores, mas, isoladamente, ainda não representa um sinal de reversão da tendência.
Em 2026, HAPV3 acumula queda de 55,60% e, nos últimos 12 meses, recua 82,58%.
O Índice de Força Relativa (IFR), ferramenta amplamente utilizada na análise técnica, mede a intensidade dos movimentos de preço em uma escala que varia de 0 a 100.
Leituras acima de 70 costumam sinalizar sobrecompra, enquanto níveis abaixo de 30 indicam sobrevenda.
Na prática, esse quadro sugere que a SLC Agrícola (SLCE3) pode atravessar um período de forte otimismo, enquanto a Hapvida (HAPV3) enfrenta maior pressão vendedora — condição que, em determinados momentos, pode abrir espaço para movimentos de recuperação no curto prazo.
Também figuram na lista das ações em região de sobrecompra: Fleury (FLRY3), Marfrig (MBRF3), Ultrapar (UGPA3) e Suzano (SUZB3).
Na outra ponta, entre os papéis mais pressionados no momento, aparecem Sabesp (SBSP3), Cemig (CMIG4), Porto Seguro (PSSA3), e Telefônica (VIVT3), negociando em faixas técnicas consideradas mais frágeis.
Análise técnica SLC Agrícola (SLCE3).
A forte valorização, no entanto, deixou o ativo mais esticado. O IFR (14) atingiu 81,07 pontos, em região de sobrecompra, condição que aumenta a possibilidade de realização de lucros ou consolidação no curto prazo.
Apesar disso, ainda não há sinais consistentes de reversão da tendência de alta.
Mesmo com a forte alta no último pregão, o quadro técnico continua fragilizado. O IFR (14) está em 28,97 pontos, em região de sobrevenda, condição que pode favorecer novos repiques ou uma acomodação dos preços.
(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T).
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Fontes
Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.