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Economia

Serviços e indústria ficam estagnados no PIB do 2º trimestre; agro cresce

Resultados ocorrem sob juros altos no Brasil

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O setor de serviços ficou praticamente estagnado no Brasil no segundo trimestre, com variação positiva de 0,2% frente aos três meses imediatamente anteriores, apontam dados do PIB (Produto Interno Bruto) divulgados nesta terça-feira (1º) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O setor é o principal do PIB pelo lado da oferta.

A indústria também mostrou taxa próxima da estabilidade no segundo trimestre (0,1%). A maior variação entre os grandes setores veio da agropecuária, que cresceu 2,8%.

A taxa da agropecuária acelerou ante o primeiro trimestre, quando havia sido de 2,3%.

Os serviços perderam ritmo. A variação do setor passou de 0,4% no primeiro trimestre para 0,2% no segundo. O dado mais recente é o menor desde os três últimos meses de 2024 (0%).

Já a indústria mostrou uma desaceleração mais intensa. Saiu de alta de 1,2% no primeiro trimestre para a taxa positiva de 0,1%.

Dentro da indústria, houve retração nas atividades de eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos (-1,1%), indústrias de transformação (-0,4%) e construção (-0,4%).

O segundo trimestre foi marcado pelos juros ainda altos para conter a inflação no país. Esse cenário dificulta os investimentos de empresas e o consumo de parte dos bens e serviços pelas famílias.

O endividamento dos brasileiros representou trava adicional para o PIB.

O mercado de trabalho, por outro lado, seguiu mostrando sinais de força. O governo Lula (PT) também apostou em medidas de estímulo à economia em uma tentativa de impedir uma desaceleração mais forte antes das eleições.

O PIB, em termos gerais, teve variação positiva de 0,5% no intervalo de abril a junho.

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