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Economia

Presidente da Microsoft diz que leite é mais regulamentado que inteligência artificial

Executivo afirma que sistemas avançados exigem inspeção externa e pede regulação urgente de IA

3 min de leitura
Economia — imagem padrão

Reuters A inteligência artificial precisa urgentemente de uma regulamentação global, com avaliadores independentes capazes de examinar novos desenvolvimentos, afirmou o presidente da Microsoft, alertando que, atualmente, a IA está sujeita a menos requisitos de segurança do que o leite.

  • Amazon negocia compra de startup de IA por US$ 7 bi, diz jornal.
  • Data center de R$ 75 bi do Google na Índia divide cidade entre receita e temor ambiental.
  • Captação de dívida para IA desacelera diante da crescente cautela dos investidores com a onda de endividamento.

Em entrevista à BBC publicada na segunda-feira (12), Brad Smith disse que é necessário estabelecer um conjunto de regras globais de segurança, exigindo que uma "vítima" seja informada caso seu sistema seja invadido por um agente de IA descontrolado e que haja um "freio de emergência" disponível.

Segundo ele, também deveria haver uma exigência legal para que as empresas elaborassem "relatórios de incidentes.

O presidente da Microsoft, Brad Smith, durante uma reunião com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, em Tóquio - Kazuhiro Nogi - 3.abr. 2026/AFP "Sabemos como fazer isso com outros produtos", disse Smith.

Devemos aproveitar esse conhecimento e pensar em como aplicá-lo à IA.

Atualmente, sua máquina de lavar está sujeita a mais regras de segurança do que a IA. Toda caixa de leite que você vê no supermercado está sujeita a regras de segurança e inspeção.

Empresas de tecnologia como Anthropic e OpenAI começaram a divulgar comportamentos descontrolados ou indesejados de agentes de IA, como parte de um debate global sobre essa tecnologia que avança rapidamente e que inclui alertas de pesquisadores sobre uma possível ameaça existencial à humanidade no futuro.

Algumas empresas pediram que o desenvolvimento da IA desacelere, mas isso gerou um debate sobre se os executivos teriam segundas intenções, como estabelecer regras que preservem a liderança de suas empresas, antecipar-se a uma reação mais ampla dos governos ou simplesmente frear os gastos em ritmo vertiginoso.

Smith, da Microsoft, disse que o país mais bem posicionado para liderar a regulamentação da IA era o Reino Unido, devido ao Instituto de Segurança de IA, criado durante o governo do ex-primeiro-ministro Rishi Sunak.

Smith afirmou que autoridades em Washington veem Londres de forma muito diferente de como veem Bruxelas, que regulamenta a IA com base no nível de risco por meio de sua lei de IA.

O instituto britânico obtém acesso aos principais modelos de IA antes de seu lançamento, por meio de acordos voluntários, o que lhe permite avaliar suas capacidades e seus riscos.

O ministro da IA, Kanishka Narayan, disse à Reuters que o Reino Unido consideraria regulamentar modelos avançados caso o sistema atual se mostrasse insuficiente.

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