Antes mesmo de os brasileiros irem às urnas no último domingo (4), as eleições já estavam no radar dos mercados. Desde o começo do ano, foram vários os momentos de altas e baixas no dólar, na bolsa e nas taxas de juros, associados a falas de candidatos e pesquisas eleitorais.
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- 🔎 Os efeitos aparecem de formas diferentes em cada mercado. A bolsa reage às expectativas dos investidores para a economia e para o desempenho das empresas. Já o dólar responde à percepção de risco e aos movimentos de entrada e saída de recursos do país.
As movimentações refletem as apostas do mercado sobre os rumos da economia no próximo governo. Não à toa, o resultado do 1º turno já teve impacto no dólar e no Ibovespa.
Já a bolsa brasileira disparou 7,70%, na maior alta diária desde março de 2020, e fechou no recorde de 206. 912 pontos.
Por que as eleições mexem com dólar, bolsa e juros.
O mercado costuma sofrer grandes oscilações em momentos como esse porque tenta antecipar os efeitos que as propostas e as chances de vitória de cada candidato podem ter sobre a economia.
Dados históricos mostram que o Ibovespa, o dólar e os juros futuros costumam reagir com maior intensidade em períodos eleitorais e diante de notícias políticas, principalmente quando aumentam as incertezas sobre as contas públicas e os rumos da economia.
Recentemente, a notícia de reajuste do Bolsa Família, anunciado pelo governo Lula a 17 dias das eleições presidenciais, fez o real se desvalorizar em relação ao dólar e a bolsa brasileira cair aos 185 mil pontos, com as preocupações com o impacto do aumento do benefício sobre as contas públicas.
Da mesma forma, pesquisas eleitorais divulgadas nos últimos meses, que mostraram um avanço de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa, também tiveram repercussão nos mercados.
Como o g1 mostrou, uma eventual vitória de Flávio é vista pelo mercado financeiro como mais favorável ao equilíbrio das contas públicas. Essa expectativa tende a reduzir as taxas de juros projetadas para os próximos anos e a aumentar o interesse por investimentos no Brasil, o que beneficia a bolsa e o real.
Essa maior volatilidade, no entanto, não se limita aos períodos eleitorais. O noticiário político também pode mexer com os mercados, especialmente quando envolve medidas capazes de afetar a inflação, os juros e a atividade econômica.
Abaixo, o g1 mostra o histórico das cotações do dólar e do Ibovespa desde 1994, com destaque para alguns períodos de maior oscilação. Em seguida, confira dicas para investir em momentos de maior volatilidade.
Como investir em momentos de volatilidade.
Na hora de investir, uma das recomendações é recorrer à renda fixa para atravessar períodos de maior volatilidade com mais segurança.
Para quem planeja investir na bolsa de valores, a recomendação é evitar montar uma carteira de ações com base em pesquisas eleitorais ou em apostas sobre o resultado das urnas.
Outro cuidado é adequar a carteira ao perfil de cada investidor e à sua tolerância ao risco. Quem tem um perfil mais conservador, por exemplo, tende a concentrar uma parcela maior dos recursos em investimentos menos sujeitos a oscilações.
Já quem aceita correr mais riscos pode ter uma fatia maior em ativos como ações.
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