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Economia Revisado por ULTRA AI

Países do Oriente Médio buscam ampliar estoques de petróleo no exterior com prolongamento da guerra

Guerra no Irã, que já dura quase seis meses, está acelerando redesenho de rotas globais de abastecimento

3 min de leitura
Economia — imagem padrão

Gigantes do setor energético do Oriente Médio estão correndo para transferir mais petróleo para estoques em locais seguros fora da turbulenta região do golfo Pérsico.

A mudança é causada pelo prolongamento do conflito na região, que está forçando exportadores e seus maiores clientes a repensar a proteção de suprimentos.

A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos pediram ao Japão um aumento de reservas em tanques japoneses em até dez vezes os 8 milhões de barris que cada país mantém atualmente, segundo três pessoas a par das discussões ouvidas pelo NYT, que pediram anonimato porque as negociações são privadas.

Autoridades da Arábia Saudita e dos Emirados também mantêm conversas semelhantes sobre a ampliação de estoques na Coreia do Sul, disseram duas dessas pessoas.

Para os exportadores do golfo, que armazenam grande parte de seu petróleo na região, manter mais petróleo bruto no exterior as protege contra gargalos marítimos cada vez mais arriscados, desde os ataques houthis no mar Vermelho até o estreito de Hormuz, que dá poucos sinais de reabertura.

Tanto a Arábia Saudita quanto os Emirados dispõem de oleodutos terrestres que contornam o estreito e lhes permitem continuar exportando volumes limitados de petróleo.

Para os países asiáticos, os maiores consumidores mundiais de petróleo bruto do Oriente Médio, estoques maiores ofereceriam mais proteção contra interrupções prolongadas no fornecimento.

Ao mesmo tempo, destinar uma parcela significativamente maior de capacidade a petroleiras estrangeiras reduz o espaço disponível para estoques comerciais de refinarias locais e para as reservas estratégicas do Japão.

Os volumes pretendidos pelos produtores do Oriente Médio provavelmente excederiam a capacidade disponível dos tanques japoneses e enfrentariam outras limitações logísticas, disseram as fontes.

As conversas para definir quanto petróleo poderá ser armazenado e como os custos serão divididos continuam, mas a expectativa é de que os estoques conjuntos aumentem substancialmente, acrescentaram.

Um porta-voz do Ministério da Economia do Japão não quis comentar os detalhes das conversas com a Arábia Saudita e os Emirados, mas afirmou que o Japão está trabalhando com países do Oriente Médio para reforçar a resiliência energética.

Um porta-voz da Abu Dhabi National Oil, gigante estatal de energia dos Emirados, disse em comunicado: "Esperamos ampliar nosso papel como fornecedor confiável para os mercados asiáticos, garantindo fluxos estáveis de energia para apoiar a estabilidade do mercado e manter os preços sob controle.

Autoridades da Coreia do Sul e da Arábia Saudita não responderam de imediato aos pedidos de comentário.

A iniciativa de transferir reservas de petróleo é uma das várias mudanças fundamentais que estão remodelando os mercados globais de energia quase seis meses após o início da guerra dos Estados Unidos com o Irã.

Assim como os choques do petróleo da década de 1970 levaram governos a criar reservas estratégicas e aceleraram a busca por carros e fábricas com maior eficiência energética, a crise atual está obrigando países e empresas a reconfigurar as redes de abastecimento.

Em todo o Oriente Médio, produtores estão construindo ou ampliando oleodutos projetados para contornar o estreito de Hormuz. Enquanto isso, grandes importadores correm para garantir mais petróleo e gás de fora da região, ao mesmo tempo que aceleram os investimentos em fontes domésticas de energia, incluindo as renováveis.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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