O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), não pretende analisar antes do segundo turno das eleições o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a assessoria do ministro, Nunes Marques considera que uma decisão sobre o caso neste momento poderia interferir no processo eleitoral.
A avaliação, no entanto, não significa que o pedido será necessariamente analisado imediatamente após o segundo turno. O processo ainda aguarda parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e precisará estar concluso para que o relator possa avançar na análise.
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O ministro acolheu uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
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Caso o Tribunal acate a desistência ou julgue o pedido improcedente, Douglas Ruas (PL) pode ser eleito com o resultado do 1º turno.
A manifestação confirma a intenção de Nunes Marques de evitar uma decisão sobre a situação de Bolsonaro durante o período eleitoral. Como O GLOBO mostrou, o ministro já vinha indicando a interlocutores que pretendia aguardar o fim das eleições antes de avançar sobre o pedido.
A assessoria também afirmou que, quando o processo estiver pronto para julgamento, a intenção de Nunes Marques é levar a revisão criminal para análise do plenário do Supremo, em vez de decidir sozinho sobre o mérito do pedido.
Caso Nunes Marques opte pelo julgamento no plenário presencial, caberá ao presidente do STF, Edson Fachin, definir a data em que o processo será incluído na pauta.
A defesa de Bolsonaro apresentou recentemente um novo pedido de revisão criminal ao Supremo. Os advogados pedem a suspensão da execução da pena e buscam reverter a condenação do ex-presidente.
Nunes Marques, relator do processo, encaminhou o caso à PGR para manifestação antes de tomar uma decisão.
O novo pedido foi apresentado depois de a defesa ter desistido de uma revisão criminal anterior. Na nova tentativa, os advogados voltaram ao Supremo buscando suspender a pena e rediscutir a condenação.
A revisão criminal é um instrumento que permite questionar uma condenação definitiva nas hipóteses previstas em lei. No caso de Bolsonaro, caberá ao STF decidir se estão presentes os requisitos para que a condenação seja revista.
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