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Economia

Nobel de Economia 2026 vai para Robert E. Hall e Michael Woodford por seus estudos sobre estabilização

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (12) pela Academia Real das Ciências da Suécia, responsável pelo prêmio. Estudos mostram como as decisões de famílias e

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Nobel de Economia 2026 vai para Robert E. Hall e Michael Woodford por seus estudos sobre estabilização

Segundo a entidade, os dois laureados desenvolveram modelos que ajudam governos e bancos centrais a reduzir as oscilações da economia. Seus estudos mostram como medidas relacionadas aos juros, aos gastos públicos e aos impostos, quando adotadas no momento certo, podem amenizar crises e conter períodos de crescimento excessivo.

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  • 2025: Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt, por seus estudos sobre crescimento econômico impulsionado pela inovação.
  • 2024: Daron Acemoglu, Simon Johnson e James A. Robinson, por seus estudos sobre a diferença na prosperidade das nações.
  • 2023: Claudia Goldim (Estados Unidos), por seus estudos sobre mulheres no mercado de trabalho.
  • 2022: Ben Bernanke, Douglas Diamond e Philip Dybvig (Estados Unidos), por seus estudos sobre bancos e sua relação com as crises financeiras.
  • 2021: David Card, Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens, por seus estudos para entender os efeitos de salário mínimo, imigração e educação no mercado de trabalho.
  • 2020: Paul R. Milgrom e Robert B. Wilson (Estados Unidos), por seus trabalhos na melhoria da teoria e invenções de novos formatos de leilões.
  • 2019: Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer (Estados Unidos), por seus trabalhos no combate à pobreza.
  • 2018: William D. Nordhaus e Paul M. Romer (Estados Unidos), por seus estudos sobre economia sustentável e crescimento econômico a longo prazo.
  • 2017: Richard Thaler (Estados Unidos), por sua pesquisa sobre as consequências dos mecanismos psicológicos e sociais nas decisões dos consumidores e dos investidores.
  • 2016: Oliver Hart (Reino Unido/Estados Unidos) e Bengt Holmström (Finlândia), por suas contribuições à teoria dos contratos.
  • 2015: Angus Deaton (Reino Unido/Estados Unidos) por seus estudos sobre "o consumo, a pobreza e o bem-estar.
  • 2014: Jean Tirole (França), por sua "análise do poder do mercado e de sua regulação.
  • 2013: Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre os mercados financeiros.

O economista Robert E. Hall nasceu em 1943, em Palo Alto, nos Estados Unidos, e atualmente é professor da Universidade de Standford. Já Michael Woodford nasceu em 1959, em Chicopee, também nos EUA, e é professor da Universidade de Columbia.

Uma das principais contribuições dos premiados é mostrar que só é possível manter a economia estável levando em conta os milhões de decisões tomadas por famílias e empresas, em vez de recorrer a teorias que explicam o funcionamento da economia de cima para baixo.

Como os estudos de Hall e Woodford ajudam a conter as oscilações.

A economia alterna períodos de queda e de expansão. Desde que o economista John Maynard Keynes apresentou suas teorias, há quase um século, as chamadas políticas de estabilização ganharam importância para lidar com essas oscilações.

A ideia é que, durante uma recessão, o governo e o banco central estimulem a atividade econômica, reduzindo os juros e ampliando o déficit público — ou seja, a diferença entre o que o governo gasta e o que arrecada.

Quando a economia está aquecida demais, o caminho deve ser o inverso, para frear o crescimento e evitar pressões sobre os preços.

Mas, durante as crises do petróleo dos anos 1970, os modelos baseados nas ideias de Keynes pareciam ter perdido a eficácia. As medidas adotadas não reduziam o desemprego e, em vez disso, provocavam uma inflação descontrolada.

O Ocidente viveu uma década de baixo crescimento, desemprego elevado e inflação alta. Muitos passaram a acreditar que as políticas de estabilização tinham causado mais prejuízos do que benefícios e deveriam ser abandonadas.

Hall e Woodford foram premiados por mostrar como reformular os modelos econômicos para que essas políticas voltassem a funcionar. O ponto de partida foi entender melhor como famílias e empresas tomam decisões e como essas escolhas afetam a economia como um todo.

Os modelos anteriores eram vistos como uma “caixa-preta”: mostravam relações estatísticas entre indicadores como inflação, produção e consumo, mas não explicavam com clareza os mecanismos por trás desses resultados.

Para superar essa limitação, os pesquisadores incorporaram o comportamento de consumidores e empresas à análise.

Enquanto Hall contribuiu para a compreensão das decisões de consumo das famílias, Woodford se concentrou na forma como as empresas definem seus preços e reuniu essas contribuições em um modelo integrado.

Um ponto central desses modelos é que as pessoas e as empresas levam em conta o que esperam do futuro ao tomar decisões, como quanto poupar ou qual preço cobrar por um produto.

Assim, quando governos e bancos centrais anunciam seus planos para a economia, podem influenciar essas expectativas e ajudar a estimular ou a frear a atividade econômica, conforme a necessidade.

Veja os vencedores dos últimos anos do Nobel de Economia.

O prêmio de Economia, oficialmente chamado de "Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel", foi criado em 1968 e concedido pela primeira vez em 1969.

A homenagem não fazia parte do grupo original de cinco prêmios estabelecidos pelo testamento do industrialista sueco Alfred Nobel, criador da dinamite. Os outros prêmios Nobel (Medicina, Física, Química, Literatura e Paz) foram entregues pela primeira vez em 1901.

O Nobel de Economia é o último concedido este ano. Os prêmios de Medicina, Física, Química, Literatura e Paz já foram anunciados nos últimos dias.

Embora seja o prêmio de maior prestígio para um pesquisador em economia, o prêmio não adquiriu o mesmo status das disciplinas escolhidas por Alfred Nobel em seu testamento de fundação (Medicina, Física, Química, Paz e Literatura) - seus detratores zombam dele como um "falso Nobel" que representa economistas ortodoxos e liberais.

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