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Corumbá - MS | Sábado, 7 de novembro de 2026 | 10:49

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Economia

'Não tem gente para trabalhar, então preciso botar máquinas', diz fundador da Le Petit Macarons

Roger Coelho diz que as vending machines foram solução encontrada pela rede para escassez de mão de obra no varejo

3 min de leitura
Economia — imagem padrão

O cofundador e diretor de novos negócios da rede de franquias Le Petit Macarons, Roger Coelho, prefere não dar um diagnóstico para o problema da escassez de mão de obra que vários setores têm enfrentado, inclusive o varejo.

Sem entrar em questões políticas, ele acredita que o melhor a fazer neste momento é encontrar soluções para continuar vendendo. "Ou você fica chorando ou dá jeito de vender lenço", diz.

Em seu negócio, o caminho encontrado por ele e Valquiria De Marco, sua sócia e esposa, foi a implementação de máquinas de vendas, que ainda estão no início da operação, com quatro equipamentos em funcionamento.

Com a aprovação recentemente do fim da escala 6x1, a empresa viu uma alta na procura pelas máquinas de venda de macarons por franqueados. Nesse novo cenário, a empresa, que hoje possui 28 unidades de lojas e quiosques pelo Brasil, espera alcançar ainda neste ano 30 máquinas e chegar a cem em 2027.

A empresa também está em negociações para abrir no ano que vem sua primeira loja no exterior, que será nos EUA.

A Le Petit Macarons não abre seus resultados, mas diz que o faturamento consolidado da empresa (fábrica + lojas) representou um crescimento de 13,08% em 2025 em relação a 2024.

A meta para 2026 é crescer mais 16,12% ante 2025.

Tem muita gente que prefere sentar em um quiosque para consumir nosso produto ou ir até o balcão e escolher os sabores. Mas tem muitos que chegam e dizem: ‘eu quero três [macarons], não importa o sabor, só coloca em uma embalagem porque estou com pressa e é para presente’.

Então, se eu tenho esse público, por que não vender em uma máquina, com sabores pré-selecionados e a pessoa somente escolhe qual coleção ela quer? E fizemos alguns testes.

O fato de não precisar contratar funcionários também pesou na escolha? Sim, porque estamos em uma crise de mão de obra. Não quero entrar no motivo da crise. Não importa.

Eu entendo que as pessoas estão tentando se qualificar cada vez mais para pegar empregos mais qualificados. Atendente de quiosque talvez seja a porta de entrada no mercado de trabalho, e está cada vez mais difícil de eu conseguir [esses trabalhadores].

Essa é uma das principais reclamações dos meus franqueados. Então, quando pensamos nessa máquina, era para resolver esse problema de mão de obra.

Quantos funcionários a menos são contratados com as máquinas? O máximo que um franqueado precisa com uma vending machine é contratar uma pessoa para abastecer todas as máquinas, quando ele mesmo não faz isso.

Para atender um quiosque é preciso, no mínimo, três funcionários. Se um franqueado tiver 10 lojas, ele precisa ter 30 funcionários.

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