Insatisfeito com o ritmo de execução da linha de crédito para taxistas e motoristas de aplicativo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu na quarta-feira (19) com os presidentes do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, e da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, para cobrar maior agilidade nos financiamentos de veículos para esse público.
O presidente tem reclamado da lentidão nas contratações e demonstra a aliados insatisfação com o desempenho dos bancos públicos no programa.
BB e Caixa lideram a execução, mas os baixos valores alcançados desagradam ao núcleo político do governo, que apostava no programa para melhorar a popularidade de Lula junto a esses grupos em ano eleitoral.
O governo repassou os recursos para viabilizar os empréstimos, vai arcar com subsídios para que as taxas de juros fiquem menores que as de mercado e ainda disponibiliza um fundo garantidor, que honrará os pagamentos em caso de inadimplência —medida que contribui para aumentar o apetite dos bancos ao reduzir os riscos da operação.
Ainda assim, as instituições financeiras enfrentam dificuldades para liberar o crédito. Segundo um integrante do setor, mesmo com todo o respaldo governamental, muitos motoristas são habilitados no programa, mas não conseguem comprovar capacidade de pagar as parcelas e, por isso, ficam sem acesso ao crédito.
Há também casos em que o interessado tem restrições em seu cadastro, devido a dívidas antigas ou processos judiciais. Nesses casos, segundo o interlocutor, o obstáculo se torna praticamente incontornável para as instituições financeiras.
O impasse tem incomodado integrantes do governo. No início da semana, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, disse à Folha que os bancos "têm sido excessivamente restritivos na concessão de crédito e deveriam olhar com mais respeito para esses trabalhadores.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.