O agronegócio vive uma onda de recuperações judiciais desde 2024, após quebras de safras de grãos em algumas regiões. No verão daquele ano, produtores do Centro-norte, Sudeste e parte do Paraná tiveram uma estiagem prolongada, dado o impacto do El Niño.
A inadimplência desses clientes ficou em 6,27% em junho, alta de 3,11 pontos percentuais no ano e de 0,05 ponto percentual no trimestre, uma desaceleração em relação aos balanços anteriores.
Já os novos atrasos caíram de 1,77% para 1,37%.
Essa combinação reforça a leitura de que o pior pode ter passado, mas a recuperação não será rápida. O estoque elevado reflete a maturação de safras já problemáticas e a desaceleração do fluxo indica que a qualidade das novas concessões vem melhorando", diz Octaciano Neto, fundador da Zera, consultoria de financiamento privado para o agronegócio.
O índice de atrasos acima de 90 dias do banco como um todo subiu para 5,61% em junho, alta de 1,65 ponto percentual em um ano.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.