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Economia

Justiça dos EUA mantém Anthropic fora de contratos militares e como risco à segurança nacional

Decisão rejeita pedido da empresa de IA para bloquear ordem do Pentágono; startup afirma que medida prejudicou negócios e sua reputação.

4 min de leitura
Justiça dos EUA mantém Anthropic fora de contratos militares e como risco à segurança nacional

Na Casa Branca, Xi Jinping diz que China e EUA têm a responsabilidade de manter a inteligência artificial sob controle humano.

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A Justiça dos Estados Unidos decidiu, nesta sexta-feira (25), não bloquear uma ordem do Departamento de Defesa americano que exclui a Anthropic de contratos militares e considera a startup de inteligência artificial um risco à segurança nacional.

A decisão, emitida pelo Tribunal de Apelações dos EUA para o Circuito de Columbia, foi tomada em um processo movido pela empresa de tecnologia, que contestou sua designação pelo Pentágono como um risco para a cadeia de suprimentos de segurança nacional dos Estados Unidos.

A startup afirma que a medida lhe custou bilhões de dólares em negócios perdidos e prejudicou sua reputação às vésperas de uma oferta pública inicial de ações (IPO), aguardada pelo mercado.

Segundo a Reuters, a Anthropic afirmou que "discorda respeitosamente da decisão", mas mantém confiança em sua posição e avalia suas opções, incluindo uma possível revisão judicial.

No mês passado, um juiz federal em São Francisco anulou uma designação semelhante, baseada em uma lei diferente, ao considerar que o governo havia retaliado ilegalmente contra a Anthropic por suas posições sobre a segurança da inteligência artificial.

A decisão judicial ocorre no mesmo momento em que a Anthropic busca ampliar sua participação nos debates internacionais sobre o desenvolvimento da inteligência artificial.

A empresa, criadora do Claude, esteve ao lado de outras gigantes do setor em uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) na última quarta-feira (23).

Convocado pela França, que preside o Conselho de Segurança da ONU, o encontro ocorreu em meio a alertas de que sistemas de inteligência artificial cada vez mais poderosos podem adquirir capacidades difíceis de controlar e criar novos riscos para a segurança internacional.

Dario Amodei, CEO da Anthropic, discursou no encontro ao lado de representantes de outras gigantes do setor.

A participação das empresas ocorre em um momento de crescente interesse sobre o avanço da inteligência artificial e sobre os limites que devem ser impostos ao desenvolvimento de sistemas cada vez mais poderosos.

Amodei, no entanto, ficou de fora do jantar de gala oferecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na sede do Executivo americano, para o líder chinês Xi Jinping.

A ausência da Anthropic no jantar ocorre em meio à relação turbulenta da empresa com o governo Trump.

Em junho, Washington determinou que a companhia bloqueasse o acesso aos seus modelos de ponta, Mythos 5 e Fable 5, alegando motivos de segurança nacional.

No mês seguinte, os EUA suspenderam parcialmente as restrições ao Mythos 5, permitindo que alguns "ciberdefensores e operadores de infraestrutura" americanos utilizassem o modelo.

Parceiros estrangeiros, especialmente agências estatais de cibersegurança da Europa e da Ásia, continuaram sem acesso.

O g1 já mostrou que a Anthropic passou a ocupar uma posição de destaque na corrida pelo desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial mais avançados.

A empresa ganhou espaço ao apostar em uma abordagem mais cautelosa para o desenvolvimento da tecnologia, ao mesmo tempo em que seus modelos passaram a despertar interesse de investidores e do público.

A Anthropic foi fundada em 2021 por Dario Amodei e outros executivos que deixaram a OpenAI e defendiam uma abordagem mais cautelosa para o desenvolvimento da inteligência artificial.

O Claude chegou ao público em março de 2023, cerca de cinco meses depois do lançamento do ChatGPT.

Embora tenha entrado na disputa mais tarde e ainda seja menos conhecido do grande público, o chatbot ajudou a impulsionar o crescimento da Anthropic.

O governo de Donald Trump, que durante boa parte do mandato se mostrou contrário a uma regulamentação mais ampla da inteligência artificial, passou a dar maior atenção aos riscos associados ao avanço desses sistemas diante das capacidades cada vez mais avançadas dos modelos.

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