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Economia

Jaecoo 5 mira sucesso do Omoda 5 e quer desbancar Hyundai Creta e VW T-Cross; será que consegue?

Jaecoo 5 anda bem e é econômico, mas escorrega em alguns detalhes.

5 min de leitura
Jaecoo 5 mira sucesso do Omoda 5 e quer desbancar Hyundai Creta e VW T-Cross; será que consegue?

Mostrando que há vida além de BYD e GWM entre os carros chineses, a Omoda&Jaecoo tenta repetir seu maior acerto de portfólio. O Omoda 5 é hoje o terceiro carro híbrido mais vendido do país, atrás de BYD Song e GWM Haval H6.

  • Jaecoo 5 Prestige (topo de linha): R$ 179.990 no lançamento e, depois, R$ 184.990.

Jaecoo 5 anda bem e é econômico, mas escorrega em alguns detalhes.

O g1 testou o Jaecoo 5 por mais de 200 km para descobrir seu potencial de mercado e se ele chega para embolar a briga dos SUVs compactos.

O visual quadradão, que lembra uma Land Rover em miniatura, ajuda na sensação de que o carro é maior. Tem também uma posição de dirigir mais elevada e uma ampla área envidraçada para o motorista.

Mas seus 4,38 m de comprimento são apenas 9 centímetros a mais que um Jeep Renegade.

Motorista e passageiro da frente têm bastante espaço até as laterais do console. No banco de trás, com o banco dianteiro ajustado para uma pessoa de 1,65 metro, sobrava mais de um palmo entre os joelhos e a parte traseira do encosto.

Na largura, a sensação era a mesma e, graças ao assoalho plano, há conforto para um terceiro ocupante até em viagens mais longas. A disposição faz com que o Jaecoo pareça mais confortável para os ocupantes do que o Omoda 5, que é seis centímetros mais longo.

O acabamento continua privilegiando superfícies macias ao toque em vez de plástico rígido, mas esse cuidado não se estende às portas traseiras. Nelas, a percepção é de um acabamento mais simples e menos refinado.

O porta-malas também é mais espaçoso: são 410 litros de capacidade, contra 372 litros do Omoda 5. A diferença significa espaço para uma mala a mais em viagens. O porém é que a bateria de 12V fica acomodada abaixo do assoalho do porta-malas.

Ela rouba espaço e deixa o carro sem lugar para um estepe.

A experiência para o motorista começa a perder pontos no painel de instrumentos. Ele é digital, mas tem mostradores fixos que lembram o display do Renault Kwid que antecedeu a atual versão do compacto.

Se, por um lado, esse painel deixou uma impressão negativa, por outro há um ponto positivo. O Jaecoo 5 manteve o acabamento minimalista visto no Jaecoo 7, mas trouxe o ajuste dos retrovisores para onde precisa estar: o apoio de braço da porta do motorista - no Jaecoo 7 os ajustes estão dentro da central multimídia.

No restante, a lista de equipamentos é um dos destaques do novo SUV. Como é comum nos carros chineses, há uma central multimídia generosa, de 13,2 polegadas — a maior entre os concorrentes —, além de seis alto-falantes na versão de entrada e oito na topo de linha.

O sistema de assistência ao motorista também é bem completo. Ele conta com auxílios na frenagem automática para evitar acidentes, alerta de ponto cego e no piloto automático adaptativo.

Fica devendo só no centralizador de faixa que ficou de fora.

O Jaecoo 5 tem o mesmo motor 1. 5 turbo de 224 cv de seu irmão maior, o Jaecoo 7. Mas é perceptível o trabalho da marca no isolamento acústico da cabine e na calibração do conjunto para deixá-lo menos barulhento.

A atuação do motor elétrico também é mais frequente, o que ajuda a reduzir os ruídos e o consumo de combustível.

Um ponto negativo chamou a atenção: há um atraso considerável entre o comando no pedal do acelerador e a resposta do Jaecoo 5 nas arrancadas. O Jaecoo 7, que é um híbrido plug-in, pareceu mais ágil, já que o motor elétrico entra em ação mais rapidamente e seu torque instantâneo deixa as respostas mais ariscas.

Ainda assim, na comparação com os SUVs a combustão, nenhum concorrente tem um conjunto mecânico semelhante. O mais potente da lista é o Honda HR-V, com 177 cv. A média entre os rivais é de 115 cv, quase a metade dos 224 cv oferecidos pelo Jaecoo 5.

Em uma faixa de preço semelhante, o Renegade é o único "híbrido" disponível. Ele utiliza um sistema leve, bem mais simples e em que o motor elétrico não movimenta as rodas.

Ele até ajuda a economizar combustível, mas o ganho é bem menor do que em um híbrido pleno.

Na estrada, onde a potência extra faz diferença, foi possível realizar ultrapassagens com mais segurança, mesmo com a demora na resposta do sistema ao acelerar com mais força.

Foi preciso adotar uma margem maior de cautela nas manobras, mas o resultado foi satisfatório para um motor que ultrapassa os 200 cv.

Há um problema para o Jaecoo 5 dentro da própria linha da marca.

Com uma diferença de preço ínfima, de apenas 2,7% no preço, o Jaecoo 7 tem sistema híbrido plug-in e uma bateria 10 vezes maior, o que permite rodar 80 km apenas no modo elétrico e amplia significativamente a economia de combustível.

A autonomia total passa de 800 km para 1. 200 km.

No Jaecoo 7, o painel de instrumentos oferece mais opções de personalização. A central multimídia tem o mesmo tamanho, de 13,2 polegadas, mas fica na posição horizontal, em vez da vertical.

O motor também é mais potente, com 279 cv, e o porta-malas passa de 410 para 500 litros. O Jaecoo 7 ainda é maior em todas as dimensões, inclusive no espaço para as pernas dos ocupantes da segunda fileira.

Em números

  • O g1 testou o Jaecoo 5 por mais de 200 km para descobrir seu potencial de mercado e se ele
  • A autonomia total passa de 800 km para 1

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