As ações da operadora de saúde Hapvida (HAPV3) caíram 33% na última quinta-feira (13) após a divulgação de resultados fracos no segundo trimestre.
Conforme destaca a Ágora, há exatos 9 meses, os papéis da companhia chegaram a recuar 42% no pregão do dia 13 de novembro, também pressionados por um balanço ruim.
Nesse tipo de operação de aluguel de ações, investidores que possuem papéis na sua carteira emprestam esses ativos a outros investidores, mediante a cobrança de uma taxa de “aluguel”.
Assim, quanto mais alta a demanda pelo aluguel, mais alta é a taxa para essa operação.
A Hapvida divulgou mostrando maior pressão nas margens e queima de caixa.
Os resultados do 2T26 da Hapvida foram fracos, marcados por forte pressão nas margens e queima de caixa. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ficou 18% abaixo das estimativas, com a margem caindo 3,9 pontos percentuais na comparação trimestral, atingindo 6,2%.
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Índices futuros dos EUA operam mistos.
Os analistas do banco destacaram que, embora a reestruturação da carteira deficitária seja um passo importante para a recuperação da rentabilidade futura, o momento operacional ainda inspira cautela, o que sustenta recomendação neutra para os papéis.
Conforme destacou o Itaú BBA após encontro com executivos da Hapvida, a forte reação negativa do mercado ao resultado do segundo trimestre deixou claro qual é hoje a principal preocupação dos investidores com a empresa: a dificuldade de prever quando a pressão dos processos cíveis deixará de afetar os resultados da companhia.
Em reunião com analistas e investidores, o CEO Luccas Adib e o CFO Lucas Garrido procuraram detalhar as medidas adotadas para enfrentar esses desafios. A mensagem central foi que a companhia está executando uma ampla revisão de carteira, ajustando sua estratégia comercial e reforçando o combate ao aumento das ações judiciais, embora reconheça que parte da pressão ainda deve permanecer no curto prazo.
Se existe um tema que dominou as discussões com investidores, foi o aumento das ações cíveis. A administração reconheceu que a pressão foi significativamente maior do que o inicialmente projetado.
Depois de um período de estabilização observado após a aceleração registrada entre 2024 e 2025, o volume de processos voltou a crescer acima das expectativas da companhia.
Como resposta, a Hapvida promoveu mudanças relevantes em sua estrutura jurídica, incluindo reformulação da equipe responsável, revisão de processos internos, alteração de níveis de autorização e implementação de novos mecanismos de monitoramento e acompanhamento dos casos.
As ações e os setores que foram destaques – positivos e negativos – no 2T, segundo XP.
Na avaliação da XP, o setor de óleo, gás e petroquímicos foi o grande destaque positivo do trimestre.
Temporada fraca e com reação ainda pior das ações: como mercado leu os balanços do 2T.
Petróleo e exportadoras se destacaram, mas consumo e crédito seguiram pressionados, enquanto surpresas positivas tiveram impacto limitado sobre as ações.
Apesar disso, a empresa admite que o estoque de ações ainda deverá pressionar os resultados do terceiro trimestre. A expectativa da administração é que os efeitos das medidas implementadas fiquem mais visíveis a partir do quarto trimestre deste ano, permitindo uma normalização gradual desse indicador.
Para investidores, justamente essa dificuldade de modelar o comportamento futuro das contingências judiciais continua sendo o principal fator de incerteza sobre o ritmo de recuperação da companhia.
Outro tema discutido foi a reformulação da estratégia comercial. A administração argumenta que a expansão nacional exigiu uma mudança importante em relação ao modelo tradicional da companhia, historicamente concentrado nas regiões Norte e Nordeste e baseado em uma forte verticalização da rede.
Segundo os executivos, a empresa perdeu competitividade em algumas regiões do Sudeste e precisou revisar preços, comissões pagas a corretores e campanhas comerciais.
Os primeiros sinais, contudo, são considerados positivos. A Hapvida reporta adições líquidas positivas de clientes em São Paulo por cinco meses consecutivos e nos últimos dois meses no Rio de Janeiro.
O plano agora é expandir a estratégia para o interior paulista, Minas Gerais e a região Sul.
Em meio a esse cenário, analistas de mercado possuem recomendação neutra para as ações da Hapvida, caso do Bradesco BBI, Itaú BBA e BB Investimentos.
Fontes
Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.