O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, apresentou nesta segunda-feira, 10, suas propostas para combater a criminalidade no Estado.
Entre as principais iniciativas está a criação de uma Agência Estadual Antifacção, uma estrutura permanente de inteligência e investigação que reuniria órgãos estaduais e federais para combater organizações criminosas.
Chamado de SP Que Protege, o programa organiza as propostas para a área da Segurança Pública em três frentes: “nas ruas”, “nas casas” e “no andar de cima”. A primeira busca tornar o policiamento mais eficiente por meio do uso de Inteligência Artificial (IA) e da integração entre as forças de segurança; a segunda frente é voltada à proteção de mulheres, crianças e idosos; e a terceira prevê medidas de combate ao crime organizado inspiradas na Operação Carbono Oculto, maior operação já realizada no País contra a infiltração do crime organizado na economia formal.
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Flávio Bolsonaro lidera disputa presidencial entre paulistas.
Haddad menciona que membros da PM de SP, sob Tarcísio, mantinham vínculo com o PCC.
Dentro do tema de segurança pública, Haddad acusou Tarcísio de “não ter sequer um discurso” para combater os casos de feminicídio e racismo registrados.
Para combater o crime organizado, Haddad propõe a criação da Agência Estadual Antifacção, uma estrutura permanente de inteligência e investigação que será presidida pelo próprio governador e reunirá Ministério Público, polícias, Receita Estadual e órgãos de controle.
O objetivo, segundo o ex-ministro da Fazenda do governo Lula, seria desarticular as organizações criminosas com bloqueios de patrimônio, retirada de mecanismos criminosos que operam na economia formal e destinação social de bens confiscados.
A proposta toma como referência a Operação Carbono Oculto, que teve participação da Receita Federal.
Nas ruas, Haddad quer usar a tecnologia para tornar o policiamento mais eficiente. O plano propõe que uma IA cruze imagens das câmeras de monitoramento, dados de ocorrência e as chamadas ao 190 para montar mapas de calor que mostrem onde e quando o crime acontece.
O candidato também propõe a criação do Placar da Segurança, que publicaria a cada trimestre os indicadores de esclarecimento de roubo, furto, homicídio e feminicídio, com dados abertos por região e metas públicas.
Um dos objetivos do ex-ministro é diminuir o número de roubos de celular na cidade de São Paulo. Segundo os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a capital paulista concentra um quinto das ocorrências de furtos e roubos em âmbito nacional, apesar de ter apenas 5,6% da população brasileira.
Nas casas, o foco do programa de governo está nas mulheres, crianças e idosos. A proposta do petista fala em fortalecer a ação da Delegacia da Mulher, a fim de melhorar a categorização de casos e facilitar o acionamento da polícia.
Segundo o plano, uma plataforma com IA vai cruzar dados e alertas de diversas áreas para classificar o risco de crimes, permitindo que as policiais das DDMs ajam antes da tragédia.
No caso do interior, onde Haddad tem dado foco especial nesta campanha, a proposta é estabelecer o patrulhamento de corredores logísticos como uma estrutura permanente de combate ao roubo de cargas.
O candidato do PT ainda afirma que, se eleito, criará uma força-tarefa permanente do Porto de Santos, com mandato e orçamento próprios, reunindo o Estado, a Agência Estadual Antifacção, a Receita Federal, a Polícia Federal, a autoridade portuária e a Marinha.
Haddad também fala em estabelecer um plano de carreira estruturado para a polícia, com valorização salarial e promoções por critérios profissionais, e promete câmeras corporais com gravação contínua durante todo o serviço na rua, sem depender do acionamento de cada agente.
Como mostrou o Estadão, Haddad decidiu colocar a segurança pública no centro de sua campanha ao governo de São Paulo, apesar da dificuldade histórica da esquerda em tratar do tema.
Para elaborar o plano, o petista conversou com especialistas historicamente ligados ao PSDB, rival do PT que comandou o Palácio dos Bandeirantes por quase 30 anos, além de partidos aliados e coronéis e delegados críticos à gestão do atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A campanha de Haddad entende que, apesar de a pauta da segurança estar mais associada à direita e ao bolsonarismo, há uma forte sensação de insegurança no Estado de São Paulo, o que abriria espaço para Haddad se colocar como melhor opção para enfrentar o problema.
O tema foi central no primeiro debate entre os dois candidatos, no último domingo, 9.
Fontes
Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.
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