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Economia Revisado por ULTRA AI

Ex-executivo da Meta diz que Zuckerberg deixou segurança infantil em segundo plano

Depoimento ocorre em um julgamento considerado histórico nos EUA, em que estados acusam a empresa de promover dependência entre jovens e coletar dados de crianç

3 min de leitura
Ex-executivo da Meta diz que Zuckerberg deixou segurança infantil em segundo plano

Arturo Bejar, que foi funcionário da empresa entre 2009 e 2015, afirmou que o presidente da Meta participava diretamente de grande parte das decisões. Segundo ele, a estrutura hierárquica da empresa fazia com que mudanças nos produtos só fossem implementadas mediante aprovação do CEO.

Se Mark prioriza algo, montanhas se movem em poucos meses", disse Bejar.

Bejar é a primeira testemunha de um julgamento considerado histórico envolvendo acusações de uma coalizão de estados americanos. Os estados alegam que a Meta projetou suas plataformas para estimular o uso compulsivo entre usuários jovens e coletou ilegalmente dados de crianças menores de 13 anos.

Esses estados, juntamente com outros 25, também acusam a Meta de violar a legislação federal ao coletar e utilizar indevidamente dados pessoais de crianças em suas plataformas.

A Meta negou as acusações e argumentou que as opiniões de Bejar extrapolam o escopo de suas funções na empresa.

Bejar começou a depor na terça-feira, primeiro dia do julgamento, no tribunal federal de Oakland, na Califórnia.

O julgamento deve durar cerca de seis semanas, e a expectativa é que Zuckerberg também preste depoimento.

Segurança era uma preocupação secundária.

Desde então, ele se tornou um dos principais críticos das políticas de segurança da Meta para crianças. Em 2023, ao depor diante de uma comissão do Senado dos Estados Unidos, afirmou que a empresa tinha conhecimento de casos de assédio e de outros problemas enfrentados por adolescentes em suas plataformas, mas não adotou medidas suficientes para solucioná-los.

No depoimento desta quarta-feira, Bejar afirmou que a empresa utilizava indicadores como nível de engajamento e número de usuários ativos diários para avaliar e recompensar funcionários.

Segundo ele, isso fazia com que o crescimento e a rentabilidade recebessem mais atenção do que a segurança dos usuários.

Ele também afirmou que uma ferramenta criada para incentivar pausas no uso dos aplicativos, frequentemente citada pela Meta em sua defesa, teria sido "projetada para falhar.

Segundo Bejar, o recurso não vem ativado por padrão e os lembretes são fáceis de ignorar.

Tudo depende de como o tempo de desenvolvimento dos produtos é distribuído", disse ele. "Nesse contexto, a segurança sempre ficou em segundo plano.

Bejar também afirmou que a Meta tinha tecnologia para identificar usuários suspeitos de terem menos de 13 anos e exigir verificações adicionais de idade. Segundo ele, a empresa optava por não agir de forma ampla diante do problema, adotando uma postura que classificou como de "não pergunte, não conte", por considerar essa estratégia financeiramente vantajosa no longo prazo.

Onde estão as crianças de hoje estão também os usuários do futuro", disse ele.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Economia, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Economialink

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