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Economia Revisado por ULTRA AI

Estados Unidos querem fabricar seus próprios robôs humanoides, mas não será fácil

Escala, custos e uma cadeia de fornecedores consolidada dão às empresas chinesas vantagem na corrida pelos humanoides

3 min de leitura
Economia — imagem padrão

Teddy Haggerty sabia exatamente o que enfrentaria quando decidiu construir robôs humanoides nos Estados Unidos.

Desde 2022, Haggerty era o principal distribuidor americano da Unitree Robotics, a principal fabricante chinesa de robôs humanoides. Essa função lhe proporcionou uma visão privilegiada de uma indústria que as empresas chinesas dominam, produzindo robôs de forma mais barata e em uma escala que os fabricantes americanos ainda não conseguiram alcançar.

Na China, essas coisas estão simplesmente andando pelas ruas", disse ele. "Eles têm muito mais experiência do que nós.

Mas, em um galpão localizado em um arborizado parque industrial nos subúrbios de Long Island, Haggerty, de 30 anos, está tentando realizar uma tarefa que parece quase impossível —produzir robôs semelhantes a humanos nos Estados Unidos.

Sua nova empresa, a Robo Inc., é o mais recente empreendimento de um empreendedor que passou a década anterior perseguindo a próxima grande oportunidade, da fotografia com drones e mineração de bitcoin à importação de equipamentos de proteção durante a pandemia de Covid-19.

Construir robôs, porém, significa enfrentar uma indústria que a China declarou uma prioridade estratégica. Esse é um desafio de outra magnitude.

Haggerty planeja adquirir componentes de várias partes do mundo e fabricar alguns deles internamente. Mas, mesmo enquanto tenta estabelecer uma base para a robótica nos Estados Unidos, ele se deparou com uma constatação difícil: a China tem domínio quase total da cadeia de suprimentos.

Portanto, construir um robô completamente livre de peças chinesas não era algo viável.

Empresas que fizeram grandes esforços para eliminar a China de suas cadeias de suprimentos acabaram, no fim, apenas produzindo um produto mais caro, disse ele. Era muito mais econômico importar determinadas peças, como baterias e o esqueleto de alumínio que forma o corpo do robô.

Há algumas peças que já estão perfeitamente ajustadas — por que você iria querer mudá-las?", disse ele. Seu escritório, em Plainview, Nova York, divide espaço com uma oficina repleta de cabeças e mãos de robôs sobressalentes, onde uma pequena equipe de engenheiros constrói peças personalizadas para adaptar robôs humanoides e quadrúpedes ao trabalho em armazéns e na área da saúde.

De certa forma, Haggerty está preso entre a China e Washington, onde autoridades têm pedido que mais robôs sejam fabricados nos Estados Unidos. Ele acredita que o resultado será um mercado global de humanoides mais fragmentado: as empresas chinesas de robótica continuarão vendendo em seu mercado doméstico, enquanto empresas como a dele disputarão clientes nos Estados Unidos.

Os Estados Unidos e a China já disputam a supremacia em inteligência artificial (IA) e semicondutores. Agora, robôs que se parecem e se movem como seres humanos estão cada vez mais surgindo como outra frente dessa competição.

Empresas dos dois países veem cada vez mais os robôs como a manifestação física da IA e seu próximo passo evolutivo.

As tensões geopolíticas ganharam ainda mais destaque no mês passado, quando a Comissão Federal de Comunicações anunciou uma proibição à importação de novos modelos de robôs humanoides fabricados no exterior para os Estados Unidos, citando preocupações de segurança nacional.

A medida não tinha como alvo explícito a China, mas a maioria dos novos robôs humanoides é fabricada por empresas chinesas.

Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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