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Economia

Entidades que representam bets pedem ao STF suspensão da MP de Lula que proíbe apostas online

Na última sexta (25), presidente assinou medida provisória que prevê a proibição total de apostas de quota fixa no país. Empresas do setor citam impactos na arr

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Entidades que representam bets pedem ao STF suspensão da MP de Lula que proíbe apostas online

As entidades argumentam que a MP foi publicada sem demonstração de urgência. E que o próprio Executivo havia enviado ao Congresso o projeto de lei que resultou no marco regulatório do setor de 2023, destacando, à época, os benefícios econômicos da legalização.

  • Bets foram legalizadas em 2018 e regulamentadas em 2023; histórico.
  • Apostas e jogo do tigrinho proibidos: o que você precisa saber.
  • Governo arrecadou R$ 15,3 bilhões com bets desde 2025.
  • os custos da interrupção para a arrecadação tributária.
  • para o financiamento de políticas públicas nas áreas de esporte, turismo e seguridade social; e.
  • para os postos de trabalho formais do setor.
  • a falta de urgência para edição da MP pelo governo.
  • que há ausência de impacto financeiro da medida; e.
  • que houve a extinção sem devolução dos valores pagos por outorga.
  • agravamento de problemas de saúde mental.
  • sobrecarga do Sistema Único de Saúde (SUS).
  • endividamento e perda de renda das famílias.
  • impacto sobre o consumo e a atividade econômica; e.
  • impacto desproporcional sobre a população de menor renda.

Empresas de bets pedem para STF derrubar suspensão.

As associações pedem que o STF suspenda integralmente a MP até a deliberação definitiva da medida pelo Congresso ou até o julgamento de ações em curso na Corte, preservando a vigência da legislação anterior e o funcionamento das empresas autorizadas.

🔎Na última sexta-feira (25), às vésperas do primeiro turno das eleições, o presidente Lula, que é candidato a mais um mandato no Palácio do Planalto, anunciou a proibição total de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets.

A vedação inclui também jogos online e cassinos virtuais no país, como por exemplo, o "Jogo do Tigrinho.

🔎🔎Lula também enviou ao Congresso um projeto de lei que estabelece penas para quem explorar, operar ou divulgar as bets e os cassinos virtuais. Ao tomar as medidas, o petista mencionou o endividamento de famílias e o vício de apostadores em jogos de azar.

No pedido endereçado ao ministro Luiz Fux, que relatas ações sobre o tema no STF, as associações sustentam que a interrupção abrupta viola a segurança jurídica.

Outro ponto levantado pelas entidades é a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro da MP, além da falta de estudos técnicos prévios que dimensionassem.

A ANJL e o IBJR também alertam para o risco de migração em massa dos apostadores para o mercado clandestino e não regulado, o qual já representaria uma fatia expressiva das apostas no país.

Em outra frente, a Associação Nacional pela Segurança Jurídica dos Jogos e Apostas (Anseja) apresentou uma ação que pede ao STF a declaração da inconstitucionalidade da MP e, consequentemente, a derrubada da medida.

No pedido, além de citar a violação da segurança jurídica, a Anseja alega.

Em outra frente, a Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um prazo de 72 horas para que a Presidência e a própria AGU possam se manifestar sobre o pedido apresentado pelas entidades do setor de apostas.

A solicitação endereçada a Fux tem o objetivo de assegurar que o governo seja ouvido antes de eventuais decisões sobre os pedidos das entidades.

Para o governo Lula, entre outras consequências, a liberação das bets gera.

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