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Economia

Entenda nova fase da Carbono Oculto, que atingiu executivo ligado ao Master

Investigadores tentam identificar os beneficiários finais dos ativos ocultados por estruturas financeiras

4 min de leitura
Economia — imagem padrão

São Paulo Nesta quinta-feira (24), o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) e a Receita Federal deflagraram a terceira fase da Operação Carbono Oculto, ampliando a investigação sobre o uso de estruturas empresariais e financeiras para lavar dinheiro no setor de combustíveis.

  • O que os investigadores apuram nesta fase.
  • Como funcionaria o esquema, segundo a investigação.
  • Qual é a relação com a Entre Investimentos.
  • Por que um executivo do Banco Genial aparece entre os alvos.
  • O que o caso tem a ver com o filme “Dark Horse”.

Agente da Receita Federal cumpre mandado de busca e apreensão em imóvel de investigado na nova fase da Operação Carbono Oculto - Divulgação Polícia Federal Nesta etapa, os investigadores miram a estrutura que teria sido usada para esconder o controle da Terrana, distribuidora de combustíveis adquirida com recursos que, segundo a apuração, passaram por diferentes empresas antes de chegar ao negócio.

A operação também alcança pessoas e empresas com conexões com o setor financeiro, entre elas um ex-executivo do Banco Genial e a Entre Investimentos, ligada ao empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro.

Tire dúvidas sobre a nova fase da Carbono Oculto.

É uma investigação do Gaeco, do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), e da Receita Federal sobre um esquema de lavagem de dinheiro do crime organizado. A ação investiga uma complexa rede de infiltração da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) na economia formal, integrando a cadeia do setor de combustíveis a operadores do mercado financeiro.

O que os investigadores apuram nesta fase.

Nesta quinta, a terceira fase cumpriu 29 mandados de busca e apreensão em sete estados, envolvendo 24 empresas e 13 pessoas físicas. O foco é a utilização de empresas, fintechs, fundos de investimento e operações financeiras para ocultar quem estaria por trás da aquisição e do controle de uma distribuidora de combustíveis, a Tobras Distribuidora de Combustíveis, conhecida como Terrana.

Segundo o MP-SP, estruturas comerciais teriam sido sobrepostas para esconder o controle da empresa.

A investigação busca identificar quem controlava os ativos e empresas envolvidos, de onde vieram os recursos e quais estruturas financeiras teriam sido utilizadas para movimentá-los e ocultar sua origem e seus beneficiários.

Para o Ministério Público, o volume e o formato das operações indicam possíveis crimes de ocultação patrimonial, dissimulação da origem de recursos e lavagem de dinheiro.

Carbono Oculto: veja imagens da nova fase da operação contra lavagem no setor de combustíveis.

Conforme a investigação, o caminho dos recursos teria dado aparência de legitimidade às transações e dificultado a identificação dos beneficiários finais.

Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial, está entre os alvos dos mandados, assim como seus irmãos, André e Bruno Tupinambá. O Genial afirma que Humberto foi destituído da empresa em maio de 2026 e diz ter fornecido informações sobre a investigação ao Gaeco.

O banco também afirma ter adotado medidas adicionais de governança e controle.

Em nota, o Banco Genial diz que Humberto Tupinambá foi destituído da empresa em maio de 2026. O banco reiterou fornecer informações da investigação ao Gaeco e afirmou que "a instituição adotou medidas adicionais de governança e controle, incluindo a instauração de inspetoria interna e a revisão da governança das operações de crédito.

Qual é a relação com a Entre Investimentos? A empresa pertence ao empresário Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como Mineiro, que tem ligações com Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master.

A Entre está entre as empresas citadas na investigação.

A declaração é do ministro; a caracterização não deve ser apresentada como conclusão judicial.

A Folha procurou a Entre Investimentos via ligação telefônica entre as 7h e 8h desta quinta, mas não obteve retorno até a conclusão desta reportagem.

O que o caso tem a ver com o filme "Dark Horse.

O Grupo Entre aparece entre as empresas envolvidas no financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Em delação premiada firmada com a Procuradoria-Geral da República, Mineiro afirmou ter enviado recursos ao exterior para bancar o filme.

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Em números

  • A fase cumpriu 29 mandados de busca e apreensão em sete estados, envolvendo 24 empresas e 13 pessoas físicas

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