Pequim A China propôs controles de exportação sobre 12 tecnologias utilizadas na fabricação de equipamentos solares, citando preocupações com a segurança nacional, como parte de uma revisão mais ampla que também abrange inteligência artificial e biotecnologia.
O Ministério do Comércio do país propôs acrescentar as tecnologias fotovoltaicas à lista chinesa de controle de exportações, acrescentando que é necessária maior supervisão porque as tecnologias solares vêm sendo cada vez mais utilizadas em áreas sensíveis, como a aeroespacial e a de defesa nacional.
O anúncio foi feito na útlima sexta-feira (16).
Autoridades chinesas mantiveram conversas iniciais com fabricantes sobre possíveis restrições a tecnologias avançadas de fabricação de painéis solares, havia informado a Reuters em abril.
A medida pode ameaçar os planos de empresas dos Estados Unidos, como a Tesla, de ampliar a produção no país.
Pequim também restringiu as exportações de tecnologia de fabricação de equipamentos solares para a Índia, segundo a Reuters. Analistas afirmam que a China busca preservar sua posição dominante, enquanto a Índia tenta ampliar a produção nacional e reduzir a dependência chinesa.
Usina solar de sais fundidos com capacidade de 50 megawatts no município de Naomaohu, na cidade de Hami, no noroeste da China - Ding Lei - 23.mar. 25/Xinhua As restrições às exportações visam "prevenir os riscos de que as tecnologias saiam de controle ou sejam disseminadas de forma inadequada, ao mesmo tempo em que se preservam os intercâmbios internacionais e a cooperação em ciência e tecnologia", afirmou o ministério chinês.
Os exportadores agora precisam registrar determinadas transferências de tecnologia para o exterior até que o catálogo de controle de exportações seja formalmente atualizado.
A consulta pública sobre a proposta será encerrada em 15 de novembro.
Com a medida, a China proibiria tecnologias como as usadas na fabricação de algumas lâminas finas, células solares de perovskita e células solares tandem, além de tecnologias de produção de polissilício em larga escala por leito fluidizado.
A perovskita é uma tecnologia emergente com potencial para aumentar a eficiência de conversão. As células tandem combinam camadas de perovskita e silício para captar uma parcela maior do espectro da luz solar.
A tecnologia de leito fluidizado para a produção de polissilício —matéria-prima essencial dos painéis solares— é mais barata e energeticamente mais eficiente do que o processo Siemens, atualmente predominante.
A China também restringiria, mas não proibiria, as exportações de tecnologias avançadas de fabricação de células solares, incluindo TOPCon, HJT e XBC.
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