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Economia

CEO do iFood acusa Keeta de oferta predatória e projeta investimento em delivery de remédios e itens para

OUTRO LADO: Keeta diz que iFood quer "manter posição dominante no setor, atacando uma empresa entrante que se propõe a fomentar um mercado competitivo"

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O CEO do iFood, Diego Barreto, tem se incomodado com a atuação da Keeta no Brasil. Para ele, a oferta da rival de origem chinesa, que tem investido em cupons para ganhar clientela, tem causado distorções no mercado de delivery.

Isso [o que a Keeta oferece] não é cupom, é uma ação indiscriminada para tentar forçar um movimento que não tem base econômica", afirma Barreto à coluna.

A Keeta responde que o iFood usa de "uma estratégia clara" para manter sua "posição dominante no setor, atacando uma empresa entrante que se propõe a fomentar um mercado competitivo em benefício de todo o ecossistema de entrega de comida: restaurantes, entregadores parceiros e consumidores.

A plataforma diz que o iFood tenta "impedir a concorrência" e que isso "mantém o mercado local refém de um serviço mais caro e de menor qualidade.

Barreto afirma que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) deve agir para coibir a atuação da concorrente. Em agosto, a empresa, líder no mercado de entregas de comida no país, denunciou a Keeta por "práticas predatórias" no mercado brasileiro e pediu uma "intervenção imediata" à empresa.

Na ação, o iFood diz que os cupons da rival fazem os restaurantes investirem em capacidade para "atender a uma demanda em parte artificial.

Isso é o que a gente chama de preço predatório. O Cade já está olhando para isso. Em todos os lugares que a Keeta passou pelo mundo, o Cade de cada local reagiu contra isso e criou orientações para coibir essa prática.

É o que vai acontecer no Brasil invariavelmente.

Boa parte desse investimento vai para a consolidação do crescimento [das categorias] de mercado e farmácia e de uma aceleração muito forte em pet shop, presenteáveis, bebidas e conveniência.

As expectativas são muito positivas", afirma ele.

Barreto também disse que a empresa não pensou em colocar um pé no freio nos aportes feitos para a operação no país. "Apesar das questões macro e microeconômicas do Brasil, eu [o iFood] estou num outro momento, estou num contraciclo.

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