Ir para o conteúdo
Economia

Brent se aproxima de US$ 100 com escalada militar no Estreito de Ormuz

Novos ataques envolvendo EUA e Irã elevam risco sobre rota estratégica; Opep+ mantém produção de outubro

2 min de leitura
Economia — imagem padrão

A pressão sobre as cotações aumentou após uma nova sequência de ataques no fim de semana. No sábado, forças americanas atingiram três petroleiros iranianos. A ação ocorreu depois de o Irã disparar mísseis balísticos contra dois navios de guerra dos Estados Unidos.

Segundo o Comando Central americano, as embarcações não foram atingidas e não houve feridos.

Outro episódio envolvendo um navio comercial foi registrado pelo Omã. O país informou ter retirado 16 tripulantes do petroleiro Sidr, de propriedade saudita, depois de um ataque atribuído ao Irã.

Bolsas da Europa operam sem direção única, contrabalançando tech e petróleo.

Por volta das 8h30 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 0,07%, aos 649,43 pontos.

O aumento nos preços do petróleo também continua em foco, após renovadas tensões entre EUA e Irã durante o fim de semana.

A sequência de incidentes amplia a preocupação com Ormuz porque a passagem marítima é historicamente responsável pelo trânsito de aproximadamente 20% da oferta mundial de petróleo.

O Irã também ameaçou estabelecer uma nova área de navegação restrita em meio ao confronto.

Apesar das interrupções e dos ataques, carregamentos dos produtores árabes continuam atravessando a região. O Wall Street Journal informou na semana passada que os Estados Unidos vêm auxiliando esses países a manter o escoamento por Ormuz.

Ao mesmo tempo, o bloqueio naval americano impede as exportações iranianas pelo Golfo Pérsico desde julho.

O posicionamento dos investidores também mudou com o agravamento do conflito. Na semana passada, aumentaram as posições líquidas compradas em Brent. O movimento, porém, ocorreu principalmente porque operadores reduziram apostas na queda da commodity, e não por uma entrada expressiva de novas posições esperando preços mais altos.

Fora do Oriente Médio, a oferta ganhou outro sinal de estabilidade no domingo. Integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados decidiram preservar em outubro os atuais níveis de produção.

A decisão interrompe uma sequência de seis meses de aumentos.

Comentários

Participe da conversa. Comentários passam por moderação antes de aparecer.

Carregando comentários…

Leia também

Mais em Economia
Casos de racismo aumentam 40% em Minas Gerais, aponta Sejusp
Polícia

Casos de racismo aumentam 40% em Minas Gerais, aponta Sejusp

Professor sofre injúria racial na internet. De janeiro a julho deste ano, Minas Gerais contabilizou 194 casos de racismo consumado, contra 139 registros no mesmo período de 2025. O aumento é de aproximadamente 40%.

Em Polícia