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Economia Revisado por ULTRA AI

Brasil encosta nos Estados Unidos em exportações do setor de agronegócio

Os americanos patinam no mercado externo, mas os brasileiros aumentam as vendas

3 min de leitura
Economia — imagem padrão

Os brasileiros estão prestes a superar os americanos no comércio mundial nesse setor. Com a área de produção praticamente definida, os EUA não têm muito espaço para crescer.

No que se refere à pecuária, estão com o menor rebanho em 70 anos e sem condições de elevar as exportações do setor.

Além disso, a política de afrontamento de Donald Trump com os parceiros comerciais tem reduzido as exportações, principalmente para grandes mercados, como o da China e, agora, o do Canadá, tradicional parceiro dos EUA.

Os americanos perdem espaço em mercados importantes, como o da Ásia. De 2022 a 2025, exportaram 25% a menos para a Ásia. Já o Brasil teve aumento de 9%. A perda no continente asiático ocorre, principalmente, devido à política de enfrentamento de Trump com a China, o que acontece desde o seu primeiro mandato.

As exportações americanas de 2025 para os chineses, comparadas às de há cinco anos, recuaram 49%, enquanto as do Brasil subiram 8% no período. Os EUA continuam ocupando espaço no mercado internacional de milho, mas perdem no da soja.

A oleaginosa, que liderava o volume de receitas obtidas na balança do agronegócio, cedeu o lugar para o cereal.

O Brasil passou a ocupar lugar dos americanos também nas carnes. O aumento da renda familiar nos países em desenvolvimento da região asiática e a maior facilidade no fluxo comercial permitiram um avanço da proteína animal brasileira naquele mercado.

Os EUA perdem mercado também nos países desenvolvidos da região, como o Japão. Os americanos chegaram a ganhar um impulso no comércio externo com o acordo USMCA, em 2020, bloco que reúne os países da América do Norte (Estados Unidos, México e Canadá).

O comércio do primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, no entanto, teve evolução de apenas 2%, devido à política externa de Trump.

Já a pressão do presidente dos EUA sobre os europeus parece ter dado resultado neste ano. As negociações com a União Europeia renderam 12% a mais no primeiro semestre, após um período de estabilidade nos anos anteriores.

O Brasil ganha mercado em praticamente todas as regiões, inclusive na América do Norte. Nos últimos cinco anos, o crescimento da relação comercial com os países daquela região foi de 11%, puxado, principalmente, pela demanda de carne bovina pelos EUA.

Líderes em produção mundial nessa proteína até pouco tempo, os americanos perderam a capacidade de exportação e se tornaram grandes importadores.

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Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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