O Bradesco apresentou aos fundos de pensão que controlam a Invepar —empresa administradora de ativos de infraestrutura, como o Aeroporto de Guarulhos e a Linha Amarela, no Rio— uma proposta para alongar os vencimentos da dívida e mudar a governança da companhia.
As informações sobre a proposta estão em um documento de um dos fundos de pensão acionistas obtido pela Folha.
A proposta do Bradesco, que integra o grupo de credores bancários junto com BB, Itaú e BTG, envolve adiar o pagamento do principal da dívida em debêntures para a próxima década, além de indicar o CEO da companhia.
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Em troca, a demanda do Bradesco é ganhar um assento no Conselho de Administração da Invepar, que passaria a ter cinco membros, o comando da Invepar, o direito de indicar o diretor financeiro e a estruturação para a escolha de um novo CEO para o Aeroporto de Guarulhos.
Procurado, o Bradesco afirmou que "todas as tratativas seguem sob acordo de confidencialidade e o banco não comenta assuntos específicos de clientes.
Até o momento, os fundos concordaram apenas sobre o adiamento do pagamento das debêntures, neste ano. A Invepar alegou que, caso isso não ocorresse, haveria risco de default (cobrança antecipada da dívida dos bancos).
Procurada, a Previ informou que participou de assembleias da Invepar que deliberaram sobre o aumento do limite do capital autorizado da empresa, com posicionamento favorável à matéria, "o que permitiria inclusive a entrada de novos investidores.
A Funcef disse que não comenta avaliações, tratativas ou análises relacionadas a ativos específicos e, no momento, não tem declarações adicionais sobre o tema. Procurados, Invepar e Petros disseram que não comentariam o assunto.
Fontes
Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.