Os trabalhadores da Caixa Econômica Federal votaram contra proposta do banco, encampada pelo comando nacional de greve, e a paralisação nacional continua.
A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), ligada à Central Única dos Trabalhadores, orientou os sindicatos da categoria a fecharem o acordo nas assembleias realizadas entre 11h e 18h desta segunda-feira, mas não teve êxito.
Coordenadora do plano econômico de Flávio nega ter plano de privatização da Caixa.
Ex-presidente da Caixa, Daniella Marques reforçou que o candidato do PL pretende cortar apenas “cabideiros de emprego”.
Novo programa para dívidas pode ajudar bancos, mas também traz incentivo “negativo”.
Proposta em estudo pelo governo pode gerar recuperação de créditos considerados perdidos.
A greve já dura 11 dias e afeta as operações do banco, como financiamentos habitacionais, segmento em que a Caixa é líder no mercado.
Já a negociação em relação ao reajuste salarial foi conduzida pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) com trabalhadores de todos os bancos. A convenção coletiva definiu aumento salaria de pelo índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais ganho real de 0,6%, totalizando 4,60%.
Os benefícios também serão reajustados pelo mesmo índice.
Funcionários do BB também fizeram greve, mas a paralisação foi pontual e já encerrou. Os trabalhadores seguiram a orientação do comando de greve. Um dos avanços foi a antecipação do pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
A proposta da Caixa mantém inalteradas as regras da PLR.
Entre os pontos da proposta da Caixa rejeitada pelos trabalhadores estão o fim do limite de idade dos filhos para utilização das horas destinadas a acompanhamento familiar.
O banco também propôs flexibilizar jornada e mobilidade de trabalho para empregados com deficiência.
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