Madri, 22 – O governo do presidente Javier Milei convocou nesta terça-feira, 22, o embaixador do Reino Unido no país, David Cairns, em protesto contra a prorrogação das licenças para a realização de atividades petrolíferas nas Ilhas Malvinas, anunciada pelas autoridades do arquipélago administrado por Londres.
O Executivo argentino transmitiu assim a Londres sua “veemente rejeição ao recente anúncio feito pelas autoridades ilegítimas das Ilhas Malvinas a respeito da suposta prorrogação das ‘licenças’ de produção de hidrocarbonetos em alto mar”.
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Isso consta de um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores em suas redes sociais, que inclui sua recusa à “suposta aprovação para a aquisição de participações pela empresa Navitas Petroleum Atlantic Limited na ‘licença PL001′”.
Em particular, Buenos Aires enfatizou sua rejeição a medidas de caráter unilateral e que, portanto, não contem com “a autorização expressa das autoridades competentes da República Argentina”, o que considera “um ato ilícito” tanto nos termos da legislação argentina quanto da internacional.
O ministério, dirigido por Pablo Quirno, garantiu ainda que fará uso de “todas as ferramentas diplomáticas, administrativas, econômicas, judiciais e legais à sua disposição para defender seus direitos” e levar à justiça aqueles que planejem “explorar ilegalmente (seus) recursos naturais”.
A declaração surge depois que as autoridades das Malvinas anunciaram uma prorrogação de cinco anos para todas as licenças vigentes para atividades petrolíferas offshore, com a possibilidade de prorrogá-las por mais dois anos.
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