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Economia Revisado por ULTRA AI

Após disputa entre herdeiros, filho de fundador da Ray-Ban anuncia saída da presidência

Leonardo Maria del Vecchio deixa grupo EssilorLuxotica após tentativa frustrada de ser sócio majoritário

3 min de leitura
Economia — imagem padrão

O filho do fundador da italiana Luxottica deve deixar a EssilorLuxottica, maior grupo de óculos do mundo, informou um porta-voz nesta terça-feira, em meio a tensões envolvendo a holding da família.

Leonardo Maria del Vecchio, um dos oito herdeiros de Leonardo del Vecchio, que morreu em 2022, deixará todos os seus cargos na gigante franco-italiana "para se dedicar a novos projetos empresariais", disse o porta-voz à agências de notícias AFP.

Del Vecchio ocupa o cargo de diretor de estratégia do grupo e é o presidente da Ray-Ban, uma das marcas mais emblemáticas da EssilorLuxottica, que também incluem Oakley, Persol e Oliver Peoples.

O grupo também detém licenças de nomes como Giorgio Armani, Chanel e Burberry.

Nos últimos meses, ele tentou se tornar o acionista majoritário da Delfin, holding familiar criada pelo patriarca Leonardo del Vecchio para administrar seus investimentos, ao comprar as participações de seu irmão Luca e de sua irmã Paola.

A transação elevaria sua participação de 12,5% para 37,5% do capital da empresa, o que o tornaria sócio majoritário do império construído por seu pai. Porém a aquisição foi contestada por Rocco Basilico, filho da viúva de Del Vecchio e enteado do fundador, em um tribunal de Luxemburgo.

A holding da família Del Vecchio, a Delfin, é a maior acionista da gigante do setor de óculos, com cerca de 32,4% de seu capital.

Ao anunciar sua saída da empresa, Leonardo Maria del Vecchio criticou a forma como o grupo é administrado por seu presidente, Francesco Milleri, escolhido por seu pai.

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Em uma carta a Milleri, publicada pelo jornal Milano Finanza, del Vecchio condenou um estilo de gestão que havia se tornado "distante" e "impessoal.

Para os analistas do banco de investimento Equita, a saída de del Vecchio "restabelece uma prática de separação entre propriedade e gestão" dentro da EssilorLuxottica, "o que parece apropriado neste momento de tensões na governança da Delfin.

Por outro lado, uma mudança de liderança na EssilorLuxottica seria, em nossa opinião, negativa, já que a estratégia do grupo vem sendo formulada e implementada de maneira consistente por Milleri nos últimos anos", afirmou a Equita.

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Fontes

Informação baseada em material público de Folha Mercado, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • Folha Mercadolink

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