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Economia

ADRs da Petrobras e da Vale disparam no pré-mercado dos EUA após primeiro turno das eleições

Recibo de ações da petrolífera chega a subir quase 10%, enquanto o da mineradora avança 6%

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Os ADRs (recibos de ações) da Petrobras chegaram a disparar quase 10% nas negociações antes da abertura do mercado na Bolsa de Nova York na manhã desta segunda-feira (5), após o senador Flávio Bolsonaro (PL) ser o mais votado no primeiro turno da eleição presidencial, realizada nesse domingo (4).

O MSCI Brazil EWZ, um ETF (fundo de índice) que replica o Ibovespa, saltava 11,89% em Nova York, 14% na Bolsa de Frankfurt e 12% em Tóquio.

A tendência também era a mesma nas ações de empresas brasileiras listadas em Nova York. Perto das 7h, Nubank disparava 10,2% e XP saltava 15%. JBS, por sua vez, tinha uma alta mais tímida, de 2,57%.

Analistas ouvidos pela Folha esperam que a Bolsa tenha alta nesta segunda-feira, enquanto o dólar deve cair, depois do resultado do primeiro turno, que apontou Flávio Bolsonaro com 47,03% dos votos válidos.

O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou com 45,16% e disputará o segundo turno, que jamais teve uma virada do segundo colocado na disputa pelo Palácio do Planalto.

A perspectiva é de que há mais chances de um ajuste fiscal nas contas públicas e consequente queda de juros com Bolsonaro do que com Lula. Assim, um governo do candidato do PL poderia beneficiar mais os ativos de renda variável, na visão de operadores.

O BTG Pactual projeta que, se Flávio Bolsonaro vencer, as ações brasileiras poderiam voltar rapidamente à sua média histórica de dez anos, o que implicaria um potencial de ganho entre 11% e 20%.

A Bolsa de Valores encerrou o último pregão antes do 1º turno das eleições, na sexta (2), com alta de 2,62%, aos 192. 114 pontos. O índice não alcançava esse patamar desde 22 de abril, quando fechou aos 192.

889 pontos. A última máxima histórica atingida pelo Ibovespa foi no pregão de 14 de abril deste ano, com fechamento aos 198. 657 pontos.

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