A Abbott não admitiu responsabilidade no acordo firmado nesta quinta-feira, afirmando que continua confiante na segurança de suas fórmulas infantis. A empresa declarou em comunicado que o acordo é um passo para “resolver substancialmente o litígio como um todo”.
A Abbott, fabricante das fórmulas Similac, informou que cerca de 1. 700 ações judiciais foram movidas contra ela e contra a Mead Johnson, uma unidade da Reckitt, fabricante das fórmulas Enfamil.
Algumas das ações citam ambas as empresas como rés, enquanto outras são movidas em nome de vários autores.
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A Abbott afirmou que ainda enfrenta reclamações de até 12. 700 pessoas alegando danos relacionados às fórmulas da própria empresa ou da Mead Johnson, embora tenha esclarecido que esse total inclui ações duplicadas, reclamações envolvendo bebês que desenvolveram NEC antes de receberem a fórmula e reclamações que citam ambas as fabricantes sem especificar qual fórmula foi utilizada.
A Abbott afirmou que está trabalhando para eliminar reclamações duplicadas e sem fundamento.
A enterocolite necrosante, que afeta principalmente recém-nascidos prematuros, causa a morte do tecido intestinal e tem uma taxa de mortalidade estimada em mais de 20%.
As empresas afirmaram que, embora o leite materno proteja contra a doença, suas fórmulas não a causam, e os benefícios do leite materno são conhecidos há muito tempo pelos profissionais da área médica.
O presidente-executivo da Abbott, Robert Ford, sugeriu em 2024 que os produtos para bebês prematuros poderiam deixar de estar disponíveis devido ao litígio.
Órgãos reguladores dos EUA e um grupo de trabalho convocado pelo Instituto Nacional de Saúde afirmaram, em um relatório de 2024, que as evidências atuais associam taxas mais elevadas de NEC à ausência de leite materno, e não ao uso de fórmulas infantis.
Os produtos em questão são fórmulas à base de leite de vaca e produtos para fortificação do leite materno, especialmente elaborados para bebês em ambientes hospitalares, e não fórmulas comuns disponíveis para os consumidores em lojas.
(Reportagem de Dietrich Knauth, em Nova York, e Sneha S K; ).
Fontes
Informação baseada em material público de InfoMoney, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.