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Sandra Sá se conecta com o rap em EP motivacional, 'Indo pra dentro', que traz feats com King Saints e Davi

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Sandra Sá se conecta com o rap em EP motivacional, 'Indo pra dentro', que traz feats com King Saints e Davi

É essa composição que encerrava o álbum “A lua sabe quem eu sou” – e que foi abafada na época pelo sucesso das gravações das músicas “Sozinho” (Peninha, 1996) e “Vamos viver” (Herbert Vianna, 1996) – que a cantora e compositora resgata, 30 anos depois, na faixa de abertura do EP “Indo pra dentro” em gravação de pegada afro que traz Marissol Mwaba e a rapper King Saints.

Programado para ser lançado amanhã, quinta-feira, 27 de agosto, dia do 71º aniversário de Sandra Sá, com capa que expõe arte de Freddy Onirico, “Indo pra dentro” é disco situado na fronteira entre EP e álbum por reunir sete faixas gravadas com a alma funk soul da artista e com incursões pelo rap.

No disco, Sandra reforça os laços africanos em vibe positivista já traduzida no título, “Sou tão feliz” (Simone Malafaia, Sandra Sá, Bruno Gimenes e Patrícia Cândido), da música inédita que promove o EP “Indo pra dentro” em gravação que mistura soul, rock e rap – este novamente a cargo da rapper fluminense King Saints – e versos falados na voz grave de Sandra.

Com safra autoral de qualidade moderada, o EP “Indo pra dentro” soa como um chamado de união para a vida e para a luta – mote da música “Sobre viver [Cada linha]” (Sandra Sá, Simone Malafaia, Monica Odeh), outra inédita do disco.

Essa atmosfera de felicidade é acentuada pela regravação de “Dançando com a vida” (Sandra Sá, Zé Ricardo, Ana Lima e Gabriel O Pensador, 2000), música de outro álbum importante de Sandra, “Momentos que marcam demais” (2000).

Parceria inédita de Sandra Sá com o guitarrista Davi Moraes e com Noé Ribeiro e Simone Malafaia, “Na pausa do compasso” tem batida funkeada e clima dançante à moda Black Rio, mas com beats contemporâneos.

Música lançada pela cantora há 18 anos em gravação com os MCs Garrincha e Julinho, “Tem que acreditar” (Sandra Sá, Shayder, Julinho e Lidiane Madureira, 2008) é rebobinada no EP na mesma linha do funk com versos motivacionais que reforçam o traço de união sublinhado por Sandra nas letras desse repertório.

Fechando o EP “Indo pra dentro”, Sandra Sá regrava com certa vibração festiva a música “Movimento (Bagulho doido)”, parceria com Luiz Caldas e César Rasec apresentada pela cantora há 16 anos no álbum “Africanatividade – Cheiro de Brasil” (2010).

A música é embasada pelo batuque miscigenado que tem a cara e o cheiro do Brasil.

Enfim, mesmo com baixo teor de novidade, o EP “Indo pra dentro” tem o mérito de trazer Sandra Sá – desde 2021 novamente sem o “de” que incorporara ao nome artístico em 1988 – de volta para o baile, agora em conexão com o rap, mas sem dissociar a cantora do funk e do soul, gêneros dos quais a artista é a primeira dama no Brasil.

Fontes

Informação baseada em material público de G1 Pop & Arte, reescrito pela redação ULTRA NOTÍCIAS.

Fontes consultadas

  • G1 Pop & Artelink

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