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?Mais tarde chove. Quanto antes vir, melhor’: mensagens mostram preocupação com mau tempo antes da queda de

Troca de mensagens entre copiloto, comandante e operador de aeroporto mostra que tripulação buscou informações sobre as condições do tempo horas antes do aciden

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Cultura — imagem padrão

Acidente com Rick: perícia usa drone especial e scanner 3D para mapear local da queda.

  • Fantástico refaz trajeto até local onde caiu helicóptero em que estava cantor Rick.
  • Rick: do menino que vendia picolés ao ícone sertanejo.
  • Infância na roça do Tocantins e início da carreira: Rick falou sobre suas origens ao Fantástico.
  • Antes de Rick & Renner, cantor formou dupla com a irmã aos 10 anos.
  • GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Fantástico.

Horas antes da queda do helicóptero que matou o cantor Rick, da dupla Rick e Renner, e outras quatro pessoas, mensagens trocadas entre integrantes da tripulação e um operador de aeroporto revelam preocupação com as condições meteorológicas na região de destino.

Segundo reportagem do Fantástico, exibida neste domingo (27), o copiloto Leopoldo Barros Teixeira procurou Juliano Luft, operador do aeroporto de Lages, onde o helicóptero faria uma parada para reabastecimento.

Às 7h52, Luft enviou uma foto das condições do tempo em Lages. Segundo ele, naquele momento havia condições visuais consideradas boas. Na sequência, também alertou a tripulação: "Mais tarde chove.

Minutos depois, o próprio comandante, Antônio Roberto Nóbrega de Araújo, entrou em contato com o operador. Segundo Luft, o piloto afirmou que sabia que o tempo estava ruim no destino e pediu fotos e um vídeo das condições meteorológicas em Lages.

Naquela manhã, a Defesa Civil havia emitido um alerta de tempestade severa para a região de São Joaquim, com previsão de granizo, vendaval e raios. A reportagem também informou que uma frente fria se aproximava da região.

Pouco antes da decolagem, o empresário Bruno Avelar enviou a um amigo uma foto feita dentro da cabine. Na imagem, o comandante aparece diante do painel de controle.

O Bell 430, prefixo PP- R, decolou às 11h de Porto Belo, no litoral de Santa Catarina, com destino a São Joaquim. O plano previa uma parada em Lages para abastecimento.

Após a decolagem, Juliano Luft tentou novamente entrar em contato com a tripulação. Às 11h17, enviou uma mensagem para saber se eles já tinham uma estimativa de chegada e se fariam o abastecimento em Lages.

A mensagem não foi respondida e, segundo ele, também não foi recebida.

O último contato ocorreu antes de o helicóptero desaparecer. Câmeras de segurança de fazendas registraram o som da colisão às 11h32.

Estavam a bordo o cantor Rick, o empresário Bruno Avelar, o produtor de vídeos Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.

O Bell 430 tinha capacidade para até sete passageiros e, segundo a ANAC, estava com a documentação em dia e autorizado para voos noturnos e por instrumentos.

As equipes de resgate levaram mais de 20 horas para localizar a aeronave. O helicóptero caiu em uma área de difícil acesso, em meio à mata fechada, em um trecho da Serra Catarinense a cerca de 1.

700 metros de altitude. Para chegar ao local, a equipe do Fantástico refez um trajeto que levou cerca de duas horas e meia de caminhada.

Imagens obtidas pelo Fantástico mostram os destroços espalhados pela mata. A Polícia Científica utiliza drones e um scanner tridimensional para reconstruir a cena da colisão e analisar a trajetória da aeronave.

Segundo o perito criminal Fernando Henrique Ponzetti, a tecnologia permite simular a entrada do helicóptero na área de mata e analisar características da aeronave e dos destroços.

Dos mais de 15 metros de comprimento do Bell 430, restaram pouco mais de três metros após o impacto.

O engenheiro aeronáutico e professor da Poli-USP Jorge Eduardo Leal Medeiros afirmou à reportagem que, pelas características do helicóptero, uma falha mecânica não seria a primeira hipótese analisada.

Ele também citou a possibilidade de influência das condições meteorológicas.

Entre os fenômenos que podem ocorrer em regiões montanhosas está o downdraft, ou corrente descendente, quando o ar desce pela encosta e pode empurrar a aeronave para baixo.

O especialista também levantou, de forma preliminar, a possibilidade de falha humana associada ao mau tempo. A hipótese ainda não é uma conclusão sobre as causas do acidente.

A investigação continua. Os responsáveis pelo caso buscam informações na caixa-preta do Bell 430, enquanto a Polícia Científica trabalha na reconstrução da dinâmica da queda.

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