Grandes nomes da MPB – como Gilberto Gil e Maria Bethânia – hoje estão celebrando Gal nas redes sociais, fazendo a luminosidade da voz da cantora reluzir neste 81º aniversário da artista.
Uma voz que era um cristal. Coisa de Deus, como sentencia a sábia Bethânia, única remanescente da geração de grandes cantoras da MPB que irromperam na década de 1960.
Gal se foi há quatro anos. Elis Regina ( 1945 – 1982) partiu num rabo de foguete no já longínquo ano de 1982 – curiosamente o ano em que o rock deu uma blitz na MPB, como resumiu Gil, e desde então nada mais foi como antes.
Nana Caymmi (1941 – 2025), a mais velha desse quarteto fantástico de cantoras gigantes, saiu de cena no ano passado.
Como Elis e como Nana, Gal ficou, mesmo tendo ido. Porque “coisas sagradas permanecem”, como sentenciou Caetano Veloso no verso da canção “Recanto escuro” (2011) – verso, aliás, já batido porque virou clichê falar do canto de Gal como uma coisa sagrada que transcendeu a existência física da artista.
Felizmente, o brilho eterno desse cristal está perpetuado nos discos, nas gravações oficiais e extraoficiais de shows – a propósito, será que um dia teremos a benção de ouvir álbuns com os ainda inéditos áudios de show feitos por Gal nos anos 1970.
e nos vídeos que circulam na internet.
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